Ah! Este menino… Quem pode com ele?

Acabou? Ainda não!
Vanilda Souza

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Olhar profundo, um tanto quanto ensimesmado e introvertido, ele está conectado com seu entorno quase todo o tempo. Diferentemente das crianças, hoje em dia vidradas em celular-como muitos adultos-, gosta de ler e investigar tudo o que desperta sua curiosidade.

Aos 6 anos lera toda a coleção de 30 livros sobre as grandes personalidades históricas que fora dada por sua avó. Quando ia visitar a família, ao deitar-se, aconchegava-se a ela e pedia pra lerem juntos. Falava das proezas de Albert Einstein, Martim Luther King, Rosa Parks, Malala, Francisco de Assis, Santos Dumont, entre tantos.

Certa feita, depois de um gesto ríspido com sua mãe, ao levá-lo e à irmã de 3 anos na escola, a avó advertiu-o, mostrando-lhe a importância da educação e respeito para com todos, sobretudo com os pais. Ele ouviu atentamente, quando ela contou que a bisavó a corrigira com rigidez implacável, com palmadas e vara de marmelo, benta por um padre de onde morava. Mesmo assim, ao partir, vovó queria encontrá-la no céu, pois a amava muito, mesmo. O menino ouviu atentamente e silenciou-se.

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Final de tarde, ao buscá-los na escola, saiu com essa: “vovó acho que não quero encontrar minha bisa no céu.” Criança, por que não gostaria de conhecê-la? Ela era muito amorosa, lhe falou. Ao que, prontamente, o menino explicou-lhe: “Vai que chego lá no céu e a bisavó queira me bater com uma vara de marmelo!” Conjecturo que matutara o dia todo, como seria uma surra com vara de marmelo. Esse garotinho danado sai com cada coisa!

Vanilda Souza Marques

Jornalista e ambientalista

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