Sex, 05/04/2024 salvo
“Só quando a última árvore for derrubada, o último rio envenenado e o último peixe morto, vocês brancos descobrirão que dinheiro não se come.”
Sempre gosto de abrir meus artigos com essa frase de um chefe indígena, dita em 1856. O dia 22 de março foi criado para nos conscientizar da imprescindibilidade de usarmos a água com parcimônia, pois sem ela não há vida animal ou vegetal. O Brasil tem registrado constantes enchentes, acarretando tragédias em vários estados. Se o poder público se ausenta de questões como essa, grande parte da culpa também é nossa, pela nossa omissão enquanto cidadãos e incúria no trato com o ambiente em que vivemos. A começar pelo lixo, lançado nas ruas, que, além de sujar as cidades, entopem galerias pluviais, impedindo a vazão das águas das chuvas. Estejamos alertas e vigilantes. Poluímos rios, mares e lagos, o ar, com gases tóxicos. Extinguimos 150 espécies da fauna e flora diariamente. Colocamos em risco toda a vida no planeta, e claro, a nossa vida.
Tudo em nosso entorno merece respeito, pois o grande Criador nele se faz presente. No entanto, somos vorazes na obtenção do lucro a qualquer preço, mesmo que isso represente o fim de nossa espécie. Relembro aqui que o homem vem de um processo civilizatório de 4000 anos e, em apenas 200 anos de industrialização, conseguiu destruir e degradar pelos 3800 anos. Enganamo-nos ao pensar que, se chove muito, não haverá falta d´água. Contrapondo períodos longos de chuvas, temos outros de longa estiagem. Tudo decorre das mudanças climáticas.
Segundo o IPCC(Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas), 90% dessas mudanças resultam da ação humana. Ao lado da falta adequada de tratamento de esgoto pelas concessionárias públicas ou privadas e parcos investimentos em saneamento, produtores avançam no desmatamento com vistas a aumentar o plantio e áreas de pastagem .Isso se dá desde sempre.
Hoje 2,2 bilhões de pessoas não têm acesso a água potável. Dessas, 80% vivem em áreas rurais. E o que isso tem a ver com água? Precisamos dela para irrigar plantações, abastecer casas e matar a sede dos animais. Toda a cadeia produtiva será comprometida. Dia a dia, nossos rios tornam-se transporte de lixo e esgoto, e pior, essa água é a que bebemos. A degradação ambiental acarretada por nós terá como conseqüência também a degradação da relação entre povos e comunidades, aparecimento de epidemias. Já estamos assustados com a Covid, dengue, entre outras, decorrentes do desequilíbrio do ecossistema.
Temos 260 bacias no mundo, compartilhadas por todos os países. O Global Peace
alerta para a necessidade da criação de um Banco Mundial das Águas para nortear decisões a respeito do seu uso. Apenas para lembrar, o Aqüífero Guarani, com uma área de recarga de 150 mil km 2, 1.500 m de profundidade e 700 m3/hora, presente em oito estados brasileiros(SP,MG,MS,MT,SC,RS,PR e GO) , Argentina, Paraguai e Uruguai, que teria capacidade de abastecer tais localidades por cerca de 100 anos, encontra-se comprometido pelo plantio de soja, algodão e cana-de-açúcar. De onde vem esta normose – indiferença a tudo o que nos rodeia, como se não nos dissesse respeito? Temos de aprender a resignificar o que se nos apresenta.
Ousar é necessário, pois a viresda tem todo um dinamismo. Então ousemos para mudar o caos. Martin Luther King afirmava: “o que me preocupa não é o grito dos violentos, mas o silêncio dos bons.” Vamos nos educar para o respeito com tudo e com todos. Exercer nossa cidadania, cobrando de nossos representantes. eno
Você
Sex, 05/04/2024 08:37
“Só quando a última árvore for derrubada, o último rio envenenado e o último peixe morto, vocês brancos descobrirão que dinheiro não se come.” Sempre gosto de abrir meus artigos com essa frase de um chefe indígena, dita em 1856. O dia 22 de março foi criado para nos conscientizar da imprescindibilidade de usarmos a água com parcimônia, pois sem ela não há vida animal ou vegetal. O Brasil tem registrado constantes enchentes, acarretando tragédias em vários estados. Se o poder público se ausenta de questões como essa, grande parte da culpa também é nossa, pela incúria no trato com o ambiente em que vivemos. A começar pelo lixo, lançado nas ruas, que, além de sujar as cidades, entopem galerias pluviais, impedindo a vazão das águas das chuvas. Estejamos alertas e vigilantes. Poluímos rios, mares e lagos, o ar, com gases tóxicos. Extinguimos 150 espécies da fauna e flora diariamente. Colocamos em risco toda a vida no planeta, e claro, a nossa vida. Tudo em nosso entorno merece respeito, pois o grande Criador nele se faz presente. No entanto, somos vorazes na obtenção do lucro a qualquer preço, mesmo que isso represente o fim de nossa espécie. Relembro aqui que o homem vem de um processo civilizatório de 4000 anos e, em apenas 200 anos de industrialização, conseguiu destruir e degradar pelos 3800 anos. Enganamo-nos ao pensar que, se chove muito não haverá falta d´água. Contrapondo períodos longos de chuvas, temos outros de estiagem. Tudo decorre das mudanças climáticas. Segundo o IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas), 90% dessas mudanças resultam da ação humana. Ao lado da falta adequada de tratamento de esgoto pelas concessionárias públicas ou
privada e parcos investimentos em saneamento, produtores avançam com o desmatamento com vistas a aumentar o plantio e áreas de pastagem. Isso se dá desde sempre. Hoje 2,2 bilhões de pessoas não têm acesso a água potável. Dessas, 80% vivem em áreas rurais. E o que isso tem a ver com água? Precisamos dela para irrigar lantações, abastecer casas e matar a sede dos animais. Toda a cadeia produtiva será comprometida. Dia a dia, nossos rios tornam-se transporte de lixo e esgoto, e essa água é a que bebemos. A degradação ambiental acarretada por nós terá como conseqüência a degradação da relação entre povos e comunidades, aparecimento de epidemias. Já estamos assustados com a Covid, dengue, entre outras, decorrentes do desequilíbrio do ecossistema Temos 260 bacias no mundo, compartilhadas por todos os países. O Global Peace alerta para a necessidade da criação de um Banco Mundial das Águas para nortear decisões a respeito do seu uso. Apenas para lembrar, o Aqüífero Guarani, com uma área de recarga de 150 mil km 2, 1.500 m de profundidade e 700 m3/hora, presente em oito estados brasileiros(SP,MG,MS,MT,SC,RS,PR e GO) , Argentina, Paraguai e Uruguai, que teria capacidade de abastecer tais localidades por cerca de 100 anos, encontra-se comprometido pelo plantio de soja, algodão e cana-de-açúcar. De onde vem esta normose – indiferença a tudo o que nos rodeia, como se não nos dissesse respeito? Temos de aprender a resignificar o que se nos apresenta. Ousar é necessário, pois a vida tem todo um dinamismo. Então ousemos para mudar o caos. Martin Luther King afirmava: “o que me preocupa não é o grito dos violentos, mas o silêncio dos bons.” Vamos nos educar para o respeito com tudo e com todos. Educar é despertar potencialidades, afirmam educadores. Cabe a nós nos transformamos, para podermos despertar em nossos filhos o potencial de transformação, o respeito à vida e a construção da paz. A mídia e o poder público devem fazer sua parte, contribuindo com a educação, para que possamos ter o equilíbrio necessário, pois nossa vida inexistirá sem harmonia nos ecossistemas.
Vanilda Souza Marques
Jornalista, ambientalista e integrante do Coletivo Marias em
Des(Construção)
Secretária da Argumento Jornalismo Ltda (BlogdoMadeira e Jornal Folha de Varginha). Estudante de Publicidade & Propaganda.

























Uma resposta
Parabéns!!
A água e essencial pra todos nós e é nossa responsabilidade a sua preservação.