(Escrito em 2014)
Sabemos que na natureza quanto mais próximo do topo da montanha menos oxigênio. Nas relações de poder também. Nós que “companheiramos” nas bases e nos topos sabemos disto. A diferença é, que se na natureza é impossível levar oxigênio ao topo de forma natural, nas relações de poder não levamos por que não queremos.
É uma opção pela manutenção do poder, pelo conservadorismo, à direita ou à esquerda. Os teóricos da democratização e de sua radicalização, nem citados são mais, nem nos discursos que antes costumávamos ouvir, nos encontros partidários, tampouco nos comícios eleitorais. Melhor não né, afinal estamos pactuados com o sistema democrático burguês.
Não faz parte do desejo de quem está no topo. Não está no projeto de poder. Está escrito no projeto ideológico, não no de poder.
As forças que se dizem renovadoras não conseguiram fazê-lo quando chegaram ao topo. Não é “culpa de ninguém”. É processo histórico, coletivo. Talvez seja o limite histórico e político de nossa geração de revolucionários diluídos no tempo histórico do regime democrático burguês, no qual o Brasil (ainda bem) se embrenhou nas últimas décadas.
Quem sabe nossos sucessores (oxalá) possam retomar e avançar neste sentido. Quem sabe este arcabouço jurídico de participação popular, recentemente aprovado pelo Congresso, possa ser a porta inicial deste processo para a próxima geração? Quem sabe daqui a alguns anos comecemos ouvir, ver e sentir brisas oxigenadas no topo do poder?
Oremos e participemos.
(Escrito em 2026)
12 anos depois, da reflexão proposta, o tema continua atual e aplicável a todo o espectro ideológico, não apenas à esquerda mas, especialmente, à direita.
Faceta comum a todas as correntes políticas/ideológicas, é a extrema dificuldade de renovação dos quadros políticos e dos candidatos com potencial eleitoral. Antes e depois de Lula e Bolsonaro, não havia e não haverá liderança político/eleitoral imediata. Este fenômeno acontece por conta das estruturas partidárias pouco democráticas e, principalmente, por um eleitorado que não evolui em uma qualidade essencial que lhe garantiria o salto qualitativo fundamental: uma maior participação na política e por consequência o maior entendimento do jogo, do que se está jogando e como melhor jogar. É um conjunto de fatores que alteram levam o processo político para uma estagnação de sua baixa qualidade.
Quem sabe nossos sucessores (oxalá) possam retomar e avançar neste sentido. Quem sabe este arcabouço jurídico de participação popular, recentemente aprovado pelo Congresso, possa ser a porta inicial deste processo para a próxima geração? Quem sabe daqui a alguns anos comecemos ouvir, ver e sentir brisas oxigenadas no topo do poder? (Escrito em 2014 e repetido em 2026)
Oremos e participemos.
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Secretária da Argumento Jornalismo Ltda (BlogdoMadeira e Jornal Folha de Varginha). Estudante de Publicidade & Propaganda.


























