Informação para que e para quem?

Fui burro até os 11 anos
Imagem: Blog do Madeira

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Havia um tempo que não tínhamos acesso às informações. Quase nenhuma. Sou desta geração. Poucos livros, restrito acesso à jornais, início da TV.

Internet? Nem sonhávamos. No meu caso, ainda que estudante em boas escolas, para obter a informação, no volume, qualidade e facilidade teria que esperar duas décadas.

Atualmente, toda esta fantástica fabrica de informações é produzida “a céu aberto”. Quase todos podem usufruir disto tudo facilmente e quase sem custo. Há mesmo uma abundância de informação e conhecimento sistematizado que nos abastece em diversas áreas da vida humana.

Mas, estamos valorizando esta nova era da informação? O que estamos fazendo com esta massa quase infinita, constante, diária de informações?

Então, por que os níveis de desinformação e reflexão ainda “saltam aos olhos”? As redes sociais atestam.

Informação disponível por si só não gera “educação”, não gera cidadania. Estamos sendo apenas instrumentalizados para servir como base de sustentação sócio econômica do sistema concentrador de informação de qualidade, renda, poder político, o que resulta em qualidade de vida para poucos, pouquíssimos?

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Segundo pesquisa divulgada este mês:

“Enquanto a maioria da população adulta teve um crescimento nominal médio de 33% em sua renda no período de cinco anos, marcado pela pandemia, a variação registrada pelos mais ricos foi de 51%, 67% e 87% nos estratos mais seletos. Entre os 15 mil milionários que compõe o 0,01% mais rico, o crescimento foi ainda maior: 96%…”

Veja mais em https://economia.uol.com.br/noticias/agencia-brasil/2024/01/17/concentracao-de-renda-bate-recorde-historico-no-brasil-diz-pesquisa.htm?cmpid=copiaecola

Qual é o pulo do gato? O que nos falta para transformar estas ferramentas em melhores oportunidades e condições de vida? Qual o salto de qualidade que nos permite avançar para uma fase seguinte e melhor?

Alguém aí ajuda a responder?

 

Renato Clepf é sociólogo, foi vereador e secretário de Governo em Varginha.

 

***As opiniões e conceitos emitidos nos textos assinados por nossos colunistas; bem como, a exatidão e procedência das citações e informações expostas são de inteira responsabilidade de seus respectivos autores. Portanto, não refletem necessariamente a posição e/ou opinião da Argumento Jornalismo, proprietária do Blog do Madeira e Folha de Varginha; e de seu Conselho de Leitores.

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