“Nem tudo que reluz é ouro”, porém, com bastante certeza, “política é a arte de trair”

O dogma darwinista e a coragem que falta à ciência

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Há poucos dias fiz uma pergunta que permanece no ar: teria o ex-prefeito Verdi Lúcio Melo coragem de pedir o apoio do prefeito Leonardo Ciacci e de todo o grupo político que o sustentou e o ajudou a conquistar a reeleição em 2020 e no decorrer do mandato?

Os fatos recentes parecem indicar outro caminho. Verdi anunciou sua pré-candidatura a deputado estadual e passou a caminhar politicamente ao lado de Igor Eto, pré-candidato a deputado federal pelo Avante, movimento que foi interpretado por muitos como um afastamento do grupo político local e das lideranças que estiveram ao seu lado durante sua administração.

É legítimo que qualquer político faça novas alianças. A política é dinâmica. Mas também é legítimo que o eleitor questione a coerência dessas escolhas. Afinal, o prefeito Leonardo Ciacci foi seu vice na chapa vitoriosa de 2020, Antônio Silva foi seu companheiro de governo por anos, e o deputado Diego Andrade sempre figurou entre os principais aliados políticos do grupo.

Resta uma dúvida que somente o próprio Verdi poderá responder durante a campanha: se considera natural trocar antigos companheiros por uma nova composição política, teria também disposição para pedir novamente o apoio daqueles que foram decisivos em sua trajetória? Na política, alianças podem mudar; a memória do eleitor, porém, costuma registrar quem caminhou junto e quem decidiu seguir por outro rumo.

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Vamos observar a caminhada dele!

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