O presidente da Câmara Municipal de Varginha, vereador Marquinho da Cooperativa, é acusado de atropelar um jovem e deixar o local sem prestar socorro. O caso foi registrado na madrugada do primeiro dia do ano.
O BlogdoMadeira avaliava que a defesa do vereador poderia recorrer ao passado dele. Segundo o próprio Marquinho, ele chegou a ser um dos maiores traficantes de Varginha. Isso poderia ser usado para tentar atenuar a acusação, em uma linha narrativa de queda e reconstrução.
Em duas entrevistas ao BlogdoMadeira, o vereador falou sobre consumo e venda de drogas, disse que comprou bens com o dinheiro do tráfico, mas perdeu tudo. E relatou que conseguiu se reerguer até chegar ao Legislativo.
A ficha do HBP e a linha adotada na coletiva
Na coletiva realizada na manhã desta segunda-feira (5/1), porém, Marquinho preferiu outra rota. Apostou numa ficha de atendimento do Hospital Bom Pastor como peça central de sua versão. O documento, disponível no BlogdoMadeira (veja link no final desta matéria), foi assinado por um médico e registra que ele estava “consciente, orientado, de posse das suas faculdades mentais, sem sinais de embriaguez”.
Vereador relatou duas vezes ao blog queda e reconstrução da vida
Munido do laudo, Marquinho partiu para o ataque. Acusou policiais militares de mentirem, afirmou que a PM “faz o que quer”, principalmente quando está sozinha com alguém, e minimizou o restante do episódio. Admitiu que bateu o carro contra um contêiner e afirmou que “não sentiu” o impacto quando atingiu o jovem. A batida quebrou o para-brisas do carro do vereador.
O que muda com o vídeo vazado
Agora surge uma nova reviravolta.
Com o vazamento de um vídeo (com exclusividade pelo canal Varginha 24 Horas, do jornalista Willian Boechat) que sugere sinais de embriaguez do vereador no compartimento de segurança da viatura da PM, a estratégia tende a mudar de eixo.
A defesa pode migrar para a narrativa da recaída no álcool — não como justificativa jurídica do fato, mas como explicação pessoal do comportamento.
O blog perguntou ao vereador se ele iria se pronunciar sobre esta matéria e o vídeo. Ele respondeu: “Não”.
Dependência alcoólica: saúde não apaga responsabilidade
Atenção:
Dependência alcoólica é doença e, se houver um quadro real, o caminho correto é tratamento. Mas isso não elimina responsabilidades legais. Em ocorrência de trânsito, deixar de prestar socorro e fugir é crime.
Já a provável cassação de mandato é outra história. Aí a gente sai do terreno jurídico e entra no campo da política. E na política, as coisas só acontecem, normalmente, quando há pressão popular.
O vídeo pode redefinir o discurso do vereador e a linha de defesa. E, ao mesmo tempo, acender uma crise institucional na Câmara. Vai depender da forma como o próprio Legislativo decidirá reagir.
Veja também: “No contêiner eu bati, sim”
Marquinho nega embriaguez, diz que não sentiu impacto e chama PMs de “mentirosos”
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Jornalista profissional (formado em Comunicação Social e Direito), radialista e cerimonialista. Escreve sobre política desde 1993. Fundador do Jornal Folha de Varginha e Blog do Madeira. Servidor municipal. Comendador do Mérito Legislativo de Minas Gerais. Diretor de Comunicação da ACIV (Associação Comercial de Varginha) e vice-presidente da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas de Varginha). Foi membro da Academia Varginhense de Letras. Diretor da Abraço e do Voluntariado Vida Viva. Comentarista político da Rádio Clube de Varginha (99,3 FM). Organizador do livro “Narrativas de Nico Vidal”. Autor do livro “Causos da Política (acontecidos em Varginha)”. Apresenta o Blog ao Vivo e o Podcast Varginha em 1 minuto ou mais. Cozinha pra família nos finais de semana (às vezes fica bom). Cruzeirense.

























Respostas de 5
Estes três médicos devem ser investigados sim.
E se não foi álcool, o que foi que o deixou naquele estado hein?!
Foi bater de frente com a polícia (por estar num cargo municipal (que é temporário)) e se fufu.
Se investigar acha mais casos semelhantes, igual aquele que entrou com o carro no ribeirão porque bebeu …
como ja falei, votamos errado.
tem que ter gente na camara com capacidade, superior, sem antecedentes criminais.
ficar no máximo 2 anos, senão vira com vários vereadores, já tem a maquina a disposição, eleitores cativos ( favores ), e não saem nunca mais.
gente capacidade, vai procurar emprego ai fora, tem que ter superior, falar ingles, curso de pos e por ai vai.
e, esse pessoal que define as acoes em nossa cidade, não tem capacidade algum de avaliar nada, sugerir nada, além de colocar nome em rua, homenagens a nobres cidadaos, e por ai vai.
Mas caso ouve recaída uso do álcool, justamente onde resultou o acontecido. Comprica a estratégia da defesa.
PERGUNTA DO DIA:
E o médico que atestou não haver embriaguez?
Por onde anda?
Esse cara ainda se apoia nessa de Igreja Universal kkk
Vale nada, e nada aprendeu com a vida até aqui.
Aprende a votar Varginha. Um sujeito desse deveria estar ralando das 08 hs às 18 hs como a grande maioria da população, e não sentado em trono esplêndido de Câmara Municipal, com o bônus de chefiar a no mínimo, obscura, coleta seletiva da cidade.