Sempre precisamos nos alertar para a imprescindibilidade de vivermos em harmonia com a natureza, pois sem ela pereceremos. Talvez seja uma visão cética demais, mas olhamos no entorno, e poucas mudanças percebemos. A mídia incentiva o consumo desbragado e nós aderimos. Lixo por toda a parte, desperdício de água, carros aumentando nas vias públicas, uso excessivo de pesticidas-vide o atual governo que liberou geral o uso de fertilizantes e pesticidas e adubos nas lavouras; enfim o ser humano parece não enxergar a realidade. O meio ambiente se degrada e a Terra pede socorro há mais de 50 anos.
Extinguimos 150 espécies da fauna e da flora diariamente e em nome do lucro, devastamos sem medir consequências. Enquanto cada americano lança 20 toneladas de CO2 na atmosfera, o indiano lança 2 toneladas. Se Índia e países menos desenvolvidos consumirem como China e Estados Unidos, precisaremos de 2(duas) Terras e meia em 2030. A ciência e a tecnologia calculam15 bilhões de anos para produzir o planeta e nós. Em 200 anos de civilização caminhamos para destruí-lo. Deveremos aprender a produzir com menos energia. Hoje somos 8 bilhões de consumidores vorazes. Em 2030, dá pra calcular a pressão sobre o ecossistema. É vital repensarmos isso. Para reinventar o contemporâneo, precisamos da economia. Investindo em energia solar e eólica-poderemos ser líderes em sua produção. O Universo continua sua trajetória. Acordemos!
O grande Rubem Alves dizia que “a tarefa da educação é ensinar a ver. É através do olhar que a criança toma contato com a beleza e o fascínio do mundo. A primeira tarefa da educação é ensinar a ver. “Educa-se para as habilidades e as sensibilidades. E sem a educação das sensibilidades todas as habilidades são tolas. “Os conhecimentos dão meio para viver e a sabedoria dá razão para viver.” Então, precisamos ensinar as crianças a olhar o mundo, as maravilhas, para aprenderem a respeitá-las. Não basta ensinar línguas, matemática, etc. Necessário se faz mostrar-lhes a beleza e importância das árvores, das abelhas, dos pássaros, da água, enfim de tudo na natureza, para crescerem conscientes e se harmonizarem com o que as rodeia e lhes dá vida.
Leonardo Boff destacou que as crianças aprendem bem cedo a conjugar o verbo comprar, mas desconhecem o que seja compartilhar. E que o bem estar de todos é sacrificado em nome do lucro de poucos. “Um sistema onde a cada 4 minutos uma pessoa perde a visão por carência de vitamina A e a cada 5 segundos uma criança com menos de 5 anos morre de fome ou desnutrição demonstra-se incapaz de assegurar o bem estar da humanidade”, enfatiza Boff.
Buscar o desenvolvimento e o crescimento de forma sustentável, não exaurindo os recursos finitos como água, energia e solo é atitude mais do que premente. Mudemos já nossos hábitos arraigados de desperdício e de desrespeito ao meio ambiente ou estaremos fadados à
autodestruição, pois lembrando um grande chefe indígena: “tudo o que acontecer à Terra recairá sobre os filhos da Terra.”
Vanilda Souza Marques
Jornalista e ambientalista , integrante do núcleo Marias em Des)Construção





















