Para que servem as prisões brasileiras?

Acabou? Ainda não!
Vanilda Souza

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     Há pouco tempo, a doméstica desempregada, Regineide da Silva, mãe de 2 filhos, foi presa ao furtar uma peça de carne e um creme de avelãs.

Assim como Aline de Jesus, jovem e negra, também desempregada e mãe de 5 filhos- o menor com oito meses-, foi para prisão por levar do supermercado 1 creme de avelã, 1 velinha, garfos de plásticos e 3 itens de higiene.

Relembremos ainda a desempregada de 19 anos, Angélica A.  Souza, condenada a 4 anos de detenção, por tentativa de furto de um pote de 200 gr de manteiga. Disse ter sido por desespero, por não aguentar ver o filho de 2 anos chorar de fome. Ficou 128 dias atrás das grades. Depois, passou para o regime semiaberto.

     Fatos como os citados não deixam de provocar indignação e revolta. Olhando o nosso entorno – sem muito esforço cognitivo e perspicácia-, constatamos como os brasileiros são desiguais perante a Justiça e como a Constituição é ferida em seu artigo 5º, que reza serem todos iguais perante a Lei. Tratando-se de pobres, negros e desempregados, o cenário muda de figura. Atentos ao vivenciado na política, concluímos: os integrantes dessa casta são tratados com privilégios inalienáveis.

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      Nessa terça-feira, dia 25, o deputado Roberto Jefferson, apoiador de Bolsonaro, incriminado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, saiu da prisão. Coitado, para se tratar de problemas de saúde. Todos sabemos quem ele é.

Participou do mensalão, foi condenado pela PGR-Procuradoria Geral da República, por incitação ao crime e à violência e racismo. Esse político integra governos, desde a ditadura e a famigerada Arena.

 Furto famélico de manteiga recebe sentença de 4 anos. Já o deputado Geddel Vieira Lima, eleito 5 vezes, ex- ministro da Integração Nacional do governo Lula, integrante do governo Temer entre outros cargos, por determinação do ministro Edson Fachin, foi pra regime semiaberto-podendo sair para trabalhar ou fazer cursos, depois de ser acusado de lavagem de dinheiro e associação criminosa. Em seu apartamento foram encontrados apenas 51 milhões de reais.

    Somos realmente iguais? O Brasil, gabam brasileiros, de serem afáveis, desprovidos de preconceitos de cor, raça, sexo e religião. Mas conta só o que somos, nossa classe social, o que temos. Olhamos de soslaio para os diferentes, e ignoramos a solidariedade, o respeito ao próximo e as ideologias e comportamentos que fogem do padrão nosso de ser. Vide os embates políticos e comportamentais entre famílias, amigos e conhecidos. Faz-se-necessário refletirmos sobre a conjuntura atual.

Resposta de 0

  1. Cara de pau, essa aí! E o Luladrão?? Não citou o maior bandido da história do Brasil??? A cadeia não serviu para ele?
    Falar de pobre, criticando o atual governo, é a única coisa que essa oposição oportunista e partidária, anti-democrática, sabe fazer!
    Nunca houve um governo, apesar das crises sanitária e econômica, tratar tão bem seus pobres, com benefícios emergenciais, etc.
    Ladrão tem que ser tratado como ladrão, seja pobre ou de colarinho branco!!

  2. Com o nosso atual despresidente, os pobres vão perecer por coisas banais.
    Precisamos de uma revolução política!
    Espero que neste ano, possamos pôr um presidente que lembre dos pobres e nos ajude.

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