Por várias vezes nós demos entrevistas sobre o dia 20 de janeiro de 1.996, onde subitamente a cidade de Varginha fora assediada por repórteres do Brasil e até internacionais em busca de informações sobre à possível visita de alienígenas nesta cidade, cujo evento remeteu à narrativas variadas, em especial daqueles que curtiam às probabilidades de fenômenos ufológicos.
Por que exatamente nós fomos alvos das entrevistas? Acontece que na época éramos o Secretário Municipal de Administração e em função das áreas de suprimentos e patrimônio pertencerem a nossa pasta, tínhamos como atribuições, por força de convênios de cooperação com o Estado, provermos às Polícias Militar, Florestal, Civil, Corpo de bombeiros e o Tiro de Guerra de materiais, utensílios, mobiliários e combustível. Em função desta estreita relação, tínhamos um bom acesso às estas Instituições que obviamente nos atendia rápida e precisamente, quando a cidade precisava delas de alguma operação especial.
Todos os depoimentos dos oficiais das Instituições convidadas para tratarem do assunto em pauta (suposto ET) ás movimentações na cidade que deram causas às narrativas, foram elucidadas e por conseguinte, chegamos ao desfecho que era apenas equívoco e ilações.
Entre às narrativas das pessoas que acharam que viram uma coisa não identificada (Extra terrestre) e os depoimentos dos oficiais; haviam coincidências sobre às movimentações na cidade das autoridades citadas que teriam conduzido a coisa para autópsia.
Algumas coincidências que aconteceram na cidade naquele dia, realmente remetiam às das narrativas, pois estava um comboio do Exército transportando munições para o Tiro de Guerra, acontecia a exumação de um corpo suspeito de ter sido assinado na cadeia e morte de um soldado que teria participado da suposta operação ET, mas foi tudo engano e histeria de ufólogos e adeptos da cidade.
Resumindo, recebemos a visita de uma pessoa que queria escrever um livro sobre o suposto ET de Varginha, após às apresentações e protocolos, o escritor nos fez a seguinte pergunta: O senhor acredita na história do ET de Varginha? Respondi que não acreditava e tinha argumentos para tanto, narrando – lhe o que tinha apurado. Após a nossa história que o decepcionara demais, ele indagou novamente, mas o senhor acha que estamos sozinhos no Universo?
Nós respondemos sorrindo, se partirmos da certeza que fomos criados por uma Inteligência Suprema, não sabemos, se além de criar tudo, Ele criou outros seres também, biológicos e inteligentes ou só inteligentes cuja nossa fé nos leva a pensar nas criaturas do céu, segundo às Escrituras Sagradas, daí acreditamos.
No entanto para nós, que não nos furtamos em pensar na lógica das coisas, especialmente utilizando-se de ciências como físicas clássica e quântica, química, biologia, astronomia e matemática, através da nossa curiosidade inata e despretensiosa, de só assimilar aquilo que nossos neurônios conseguem elocubrarem, discernirem e aceitarem, podemos expor nossa insignificante opinião, por conta do que já lemos, especialmente nos livros de física e astronomia, pelo simples gosto de adquirir conhecimentos.
Para que haja vida na terra, há muitas conexões, entre o nosso sistema planetário, nossa lua e nossa estrela de quinta grandeza, o sol. São aproximadamente dois milhões de especificidades, perfeitamente balanceadas, variáveis e ajustes finos para regularem os encaixes sejam através da gravidade, energias, gases distâncias, movimento, no entanto a chance de termos dez por cento destas singularidades num outro sistema planetário do universo, idêntica às da terra, tomando por base a via láctea, é de uma em um quatrilhão (1.000.000.000.000.000).
Nada do que está planejado, afinado e estabelecido nas leis universais já descobertas falham no sistema, sob pena de atingirmos o fim da vida no planeta terra.
Até onde o universo fora perscrutado com tanta tecnologia não houve nenhum vestígio de vida em outros planetas, os quais estão há milhões de anos luz de distâncias da terra.
Vamos imaginar que tenham planetas habitados por vida biológica e inteligente neste infinito conjunto de astros existentes entre às bilhões de galáxias conhecidas pelos cientistas, cujos habitantes podem tecnologicamente, e querem se comunicar com a terra, por que ainda não fizeram nada? Por que é impossível a comunicação em tempo real. Se emitissem um sinal de um ponto de possíveis localizações de planetas habitáveis levariam mais de 320 anos ida e volta. Quem mandaria um sinal que durasse 160 anos para o outro receber e devolver também com a mesma duração.
A velocidade da luz é uma constante universal independentemente do movimento entre a sua fonte e o observador. Segundo o físico Antônio Ruiz, não é possível deslocar um objeto a uma velocidade superior à da luz porque a forma simples e resumida, a única forma capaz de mover uma partícula com massa é outra força que viagem a essa velocidade, ou seja superior a da luz.
Para viajar de uma ponta na outra da via láctea na velocidade da luz, levaria 100 mil anos o que tornaria impossível este deslocamento tripulado por conta do nosso limite de vida.
Portanto, uma viagem longa no espaço só poderia acontecer por um processo de eliminação da densidade material, ou desmaterialização e materialização em outro lugar, e pelo que nos consta, por um processo de fé e religiosidade, só espíritos podem fazer isto. Caso tenham outros habitantes no Universo, o Criador fez para deleite Dele e não para nós.
Não sabemos se o nosso interlocutor – escritor, continuou a fim de escrever o livro após nossas explanações aventadas, que não têm nem cinco por cento escritas neste texto, porém o deixamos mais lunático do que quando chegou afim do ET, isto temos certeza, com todo respeito, e considerando a nossa sapiência limitada às incertezas e pequenez, para querermos afirmar tais verdades.
Luiz Fernando Alfredo





















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Desiste Luiz.
Seu tempo passou, e sua opinião atualmente é absolutamente ignorada.