Prezado leitor,
Próximo domingo será comemorado o dia dos Namorados. Pensando que a música é essa arte que faz despertar sentimentos, e lembrando que o amor é um dos mais nobres sentimentos que carregamos, decidi preparar uma lista com algumas músicas clássicas bem envolventes para essa data!
A História da Música nos revela, através de seus compositores, melodias belíssimas que tanto encanto tem proporcionado à humanidade!
Há também uma associação de alguns instrumentos, como o piano e o violino principalmente, à essa “aura” romântica da Música Clássica. Dessa forma, a lista privilegia bastante esses dois instrumentos. O piano, por sua capacidade de tocar melodias cantabiles ao mesmo tempo que pode conter uma linha harmônica; o violino com suas capacidades interpretativas superlativas: o vibrato, o etéreo, o fascinante.
Então, vamos à lista:
Frédéric Chopin: Romance: Larghetto, segundo movimento do “Concerto n.1 para piano”, op.11; “Noturno, op.9, n.2”. Representante do Romantismo, o “poeta do piano” nos deixou belíssimas melodias, cuja literatura abrange quase em sua totalidade o piano. Extrair dois exemplos desse gigante da melodia não é tarefa fácil!
Wolfgang Amadeus Mozart: Andante, segundo movimento do “Concerto n.21 para piano e orquestra, K.467”. Mozart é o grande representante do Classicismo na História da Música Clássica. Uma época em que se valorizava o formal e equilibrado, próprios do pensamento Iluminista. Mozart compõe sim dentro desse pensamento, mas também nos apresenta apaixonantes melodias, como esse movimento lento do Concerto n.21 para piano.
Ludwig van Beethoven: Adagio cantabile, segundo movimento da Sonata “Patética”, op.13 para piano. O revolucionário Beethoven é figura central da História da Música Clássica. Suas grandes obras representam os sentimentos da humanidade.
Franz Liszt: Consolação, n.3. O grande pop-star do piano, Liszt, além de peças arrebatadoras e extremamente virtuosísticas, também nos deixou obras melodiosas como essa “Consolação”.
Joaquin Rodrigo: Segundo movimento do “Concerto de Aranjuez”, para violão e orquestra. O espanhol Rodrigo reserva ao violão esse belíssimo solo, apresentado inicialmente na orquestra pelo corne-inglês. Esse tema recebeu algumas gravações na música popular, em uma versão conhecida como “En Aranjuez com tu amor”.
Jules Massenet: Meditation, da ópera “Thaís”: o francês Massenet escreveu essa mágica passagem em sua ópera Thais. O célebre trecho tornou-se peça independente no repertório de vários violinistas em recitais e apresentações, desvinculando-se do seu uso na ópera.
Giacomo Puccini: “O soave fanciulla”, da ópera La Bohème: Esse é o belíssimo dueto de amor dos apaixonados Rodolfo e Mimi. Puccini é um grande melodista, sendo assim, não é difícil encontrar trechos encantadores em suas óperas, como “Tosca”, “La Bohème” e “Turandot”.
Piotr Tchaikovsky: “cena do Ballet O lago dos cisnes”: Assim como Puccini, Tchaikovsky é um dos grandes melodistas da História da Música Clássica. Não é difícil nos repararmos com trechos encantadores, como o segundo movimento da “Sinfonia n.5”, por exemplo. Mas o tema do Ballet O Lago dos cisnes é um ponto especial nessa lista!
J.S.Bach: Sinfonia da Cantata BWV 156: O grande gênio alemão do período barroco, conhecido por uma música altamente simbólica e racional, reserva momentos de absoluto lirismo como nessa famosa melodia, que ultrapassa as barreiras da música de concerto, recebendo recentemente uma versão popular por Flávio Venturini e Caetano Veloso (céu de Santo Amaro).
Felix Mendelssohn: Andante do “Concerto para violino, op.64”: Um estudioso certa vez definiu muito bem esse movimento como uma “canção sem palavras”. Mendelssohn, representante do Romantismo Alemão escreve um lindo solo ao fascinante violino, uma música singela que se assemelha a uma oração…beleza sagrada.
Heitor Villa-Lobos: Melodia Sentimental, da “Floresta do Amazonas”: O brasileiríssimo Villa-Lobos, um gigante dentro da História da Música Clássica, escreveu essa linda melodia, cuja letra, de Dora Vasconcellos, nos comove: “Acorda, vem ver a lua
Que dorme na noite escura
...”
Terminando com: “Querida, és linda e meiga
Sentir teu amor e sonhar”






















