Autorização do IEPHA permite avanço na reforma do Cine Rio Branco

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A obra de revitalização do Cine Rio Branco, um dos ícones do patrimônio histórico de Varginha, avança a passos lentos. O motivo: cada etapa da reforma precisa passar por análise e liberação do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (IEPHA), o que tem gerado atrasos e paralisações frequentes.

Na última semana, a Prefeitura de Varginha recebeu a autorização do instituto para substituir a marquise do prédio histórico. A secretária de Educação, Juliana de Paula Mendonça, confirmou a informação ao BlogdoMadeira.

“Agora vamos fazer a contratação da empresa que vai executar a obra de demolição e construção da marquise”, disse a secretária. Como todo processo público, a licitação e contratação deve levar algumas semanas.

Obra depende de parecer técnico para cada fase

 

 

Apesar de já contar com recursos reservados exclusivamente para a revitalização do cinema, a Prefeitura só pode avançar mediante parecer técnico do IEPHA para cada nova etapa.

“Recursos existem e estão em caixa, exclusivamente para essa obra. Mas não podemos passar por cima do IEPHA, que controla tudo para que o resultado final seja exatamente igual ao cinema que todos nós conhecemos quando éramos mais jovens”, explicou o prefeito Leonardo Ciacci.

Na prática, a reforma segue em ritmo de “conta-gotas”, justamente porque o órgão estadual exige aprovação minuciosa de cada fase do projeto, da estrutura à fachada, para garantir a preservação do valor histórico do edifício.

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Movimentação na área externa

Quem passou em frente ao Cine Rio Branco no domingo (17/8) e nesta segunda-feira (18) notou movimentação de máquinas entre o prédio do cinema e o restaurante La Mamma.

Segundo o secretário de Planejamento, Ronaldo Lima, a escavação não faz parte da reforma do cinema em si.

“É uma obra de rede de esgoto e água que está sendo recuperada no local”, esclareceu.

O que é o IEPHA e por que ele interfere nas obras do Cine Rio Branco

O IEPHA-MG (Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais) é o órgão responsável pela preservação de bens culturais tombados no estado.

Como o prédio do Cine Rio Branco é tombado como patrimônio histórico, qualquer obra — mesmo que parcial — precisa de análise técnica e autorização formal do instituto.

Essa exigência tem como objetivo garantir que características originais do imóvel sejam mantidas, respeitando aspectos arquitetônicos, estruturais e estéticos do projeto original.

Por isso, a Prefeitura precisa submeter cada fase da reforma (como pintura, troca de esquadrias ou substituição de marquises) à avaliação do IEPHA, o que impacta diretamente no andamento da obra.

Boca no trombone

Leitora do observou água acumulada na marquise e deu a sugestão da matéria. Ela enviou a foto principal da reportagem. Preocupada com a marquise e o acúmulo de água, Renata Esper também atenta sobre a saúde das pessoas. “Sempre que chove empossa água na marquise do Cine Rio Branco podendo ceder a estrutura, além de ser um foco para o mosquito da dengue”.

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