Você que nasceu depois dos anos 1990 talvez nem imagine um tempo sem internet, redes sociais ou smartphones. Mas em Varginha, na década de 1960, as novidades da cidade chegavam até as pessoas de outro jeito: pelo rádio, pelos jornais — e pelos panfletos.
Um dos grandes símbolos culturais da época era o Cine Rio Branco, que divulgava semanalmente sua programação por meio de folhetos impressos na Empresa Cinematográfica Prince de Souza. Os panfletos eram entregues de casa em casa — sim, literalmente, um por um.
Quem compartilhou essa lembrança com o BlogdoMadeira foi o amigo de longa data Fábio Flauzino. Ele recorda com carinho os filmes em cartaz no mês de julho de 1963:
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Os Desajustados, com Clark Gable e Marilyn Monroe
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A Máquina do Amor, estrelado por Stefe McQueen e Brigid Bazlen
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Os Bravos Tártaros, com Victor Mature, Liana Orfei e Orson Welles
Além da programação, os panfletos contavam com anúncios de comércios locais. Um dos patrocinadores era o Palácio do Lar, do comerciante Archimedes Braga, que já funcionava na Presidente Antônio Carlos, 580 — no mesmo endereço até hoje.
E não parava por aí. Outro folheto trazia um convite irresistível:
“Após a Sessão Cinematográfica delicie seu paladar no Restaurante Recreio, cosinha de 1a ordem.”
O restaurante funcionava na Delfim Moreira, 500, onde hoje está localizada a Loja Farina, em frente à tradicional Lanchonete do Paulo.
As relíquias que ilustram esta matéria foram gentilmente doadas ao BlogdoMadeira pelo leitor Farruki Petrin. Os panfletos estão preservados com moldura, vidro e proteção contra o envelhecimento precoce do papel.
E você? Se lembra dos panfletos do Rio Branco e Cine Rex?

Jornalista profissional (formado em Comunicação Social e Direito), radialista e cerimonialista. Escreve sobre política desde 1993. Fundador do Jornal Folha de Varginha e Blog do Madeira. Servidor municipal. Comendador do Mérito Legislativo de Minas Gerais. Diretor de Comunicação da ACIV (Associação Comercial de Varginha) e vice-presidente da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas de Varginha). Foi membro da Academia Varginhense de Letras. Diretor da Abraço e do Voluntariado Vida Viva. Comentarista político da Rádio Clube de Varginha (99,3 FM). Organizador do livro “Narrativas de Nico Vidal”. Autor do livro “Causos da Política (acontecidos em Varginha)”. Apresenta o Blog ao Vivo e o Podcast Varginha em 1 minuto ou mais. Cozinha pra família nos finais de semana (às vezes fica bom). Cruzeirense.



























Respostas de 5
ah cine rex…..
Madeira,
muita saudade deste tempo.
Se não engano, o Cine Rio Branco, estava para fechar
e esperou o : Filme Titanic líder de bilheteria da época
e infelizmente foi sua sessão.
comentem aí se foi isto mesmo que aconteceu.
NOTA DO BLOG: Roberto, exatamente. Lembro que estavam, entre outros gatos pingados, o Adautinho e a Ludmila irmã dele. Poucas pessoas iam ao cinema (apesar da excelente localização e espaço de sobra para sentar…). A Rose gritou por mais de dez minutos o nome do Jack, tadinha. Mas não adiantou…
Bela recordação. Parabéns ao Fábio Flauzino, verdadeira e notável memória viva do inesquecível Cine Rio Branco. E parabéns também para o redator desta reportagem.
Aloisio, talvez por modestia, voce não se referiu ao seu pai, sr. Aristides Prince de Souza, durante muitos anos diretor da Empresa Cinematografica Prince de Souza, e sob a responsabilidade de quem o Cine Rio Branco foi erguido. São lembranças que nós, velhos varginhenses guardamos no coração.
Abraçoz
Muito bacana ! fui algumas vezes no restaurante recreio, o endereço está certo. Neste período, as coisas eram simples, mais muito melhor !