Concertos, Sinfonias e Sonatas

Pelés e Messis da música

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Fiz uma rápida pesquisa no google sobre as músicas mais tocadas nas rádios em maio de 2022 e cheguei a nomes como “Bloqueado”, de Gusttavo Lima e “Abalo emocional”, de Luan Santana. Músicas que, simplesmente ao terem os nomes citados, farão com que o leitor as reconheça.

Mas, na música clássica nos deparamos com nomes generalizados, como sinfonias, concertos ou sonatas… o que seria isso?

Esses nomes dizem respeito ao gênero de composição, são criações que seguem uma organização própria, foram desenvolvidas e padronizadas com o decorrer dos anos. A partir do Barroco (cerca de 1600) os compositores começaram a escrever suas músicas pensando nos instrumentos (antes, a maioria das composições eram destinadas às vozes humanas). Essas seriam descritas como “sonatas” (soadas, tocadas), em oposição às “cantatas” (cantadas).

A partir desse momento, também terá início uma organização do corpo de instrumentos, a qual conhecemos como orquestra. Embora o assunto seja bem complexo, pois estes gêneros sofreram transformações até serem estabelecidos como os conhecemos (padronização que se estabelece praticamente no Classicismo – cerca de 1750), irei indicar ao leitor, grosso modo, do que se trata, esses três principais gêneros citados acima:

  • A sonata geralmente é composta para um pequeno número de músicos executarem (que podemos também entender como música de câmara), por exemplo: Sonata para violino e piano de Beethoven;
  • A sinfonia é uma sonata escrita para uma orquestra executar;
  • O concerto é um “duelo” entre solista e orquestra, por exemplo: Concerto para piano e orquestra de Tchaikovsky. Isso significa que o piano “dialoga” com a orquestra, executando virtuosísticos trechos solo. A orquestra intercala esses comentários com o solista, bem como o acompanha.
  • Na maioria das composições, esses gêneros possuem movimentos. Os movimentos são como músicas dentro de uma grande música – ou como se fossem capítulos de uma série de TV. Por exemplo, a “Quinta Sinfonia”, de Beethoven, seria a série, e seus quatro movimentos, os capítulos. Os movimentos geralmente têm uma indicação de andamento, como allegro (alegre), grave (sério), vivace (vivo), entre outros.
  • Caso o leitor queira se aprofundar um pouco mais sobre o tema, o convido a ler o capítulo “Gêneros de composição”, do meu livro “Por dentro da música clássica”.
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