Eu estou com o pé na cova!

Pelés e Messis da música

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Prezado leitor,
Muitas noivas e noivos foram embalados, em cerimônias de casamento, com o som da belíssima “Sinfonia da Cantata”, de J.S. Bach. Recentemente, tal melodia recebeu uma poética letra de Flávio Venturini, em uma canção intitulada “Céu de Santo Amaro”. Realmente a inebriante, calma e doce melodia permite toda essa configuração que chega aos nossos ouvidos.

Mas, como surgiu essa melodia?

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750) é um dos pilares da música ocidental. Na sua época, o músico geralmente estaria a serviço da corte ou Igreja. Bach, em suas peregrinações, esteve a serviço das duas realidades, durante os principais cargos que teve em vida. Resumindo, sua produção musical atenderia a uma demanda desses dois tipos de patronato. Luterano, Bach exerceu, nos últimos 27 anos de vida o cargo de Kantor na cidade de Leipzig. Entre suas obrigações, encontrava-se a de fornecer música para os serviços litúrgicos. A Cantata, nesse momento, serviria como uma “reflexão musical” da liturgia abordada no culto.

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A melodia protagonista desse texto, provavelmente apresentada em 1729, foi composta como uma introdução instrumental à cantata catalogada como número 156, de Bach. O interessante é o título da cantata: “Ich stehe mit einem fuss in grabe”, que em bom português significa: eu estou com o pé na cova!

Percebendo a trajetória dessa música, desde sua composição (a cerca de 300 anos) até os arranjos que recebe hoje em dia, muito me impressiona seu poder atemporal. Uma música composta para atender determinados fins, hoje é altamente apreciada e encanta a humanidade; seja em concertos, audições de gravações, e até mesmo, cerimônias de casamento e no meio da música popular.

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