(texto escrito originalmente em dezembro de 2022)
A Sinfonia é um dos grandes gêneros de composição da música clássica.
Pode ser imponente, majestosa, lírica, agressiva, apaixonante. Pode nos chocar, levar a reflexões ou mesmo nos conduzir ao deleite estético. Geralmente formada por 4 movimentos, uma sinfonia pode repetir materiais temáticos entre eles. Ou não.
Existem grandes sinfonias em que cada movimento é uma história particular, sem ligação com os demais. A partir de Beethoven suas formas são ampliadas, bem como sua duração. Geralmente esperamos o final da execução, que em alguns casos pode durar mais de uma hora de música, para compreendermos o todo que a obra significa.
Chegamos ao final de 2022, o encerramento de um ciclo. Assim como esperamos chegar ao final de uma sinfonia para compreendê-la, podemos, nesse momento, refletir, compreender o que esse ano significou. Assim como a Sinfonia, certamente tivemos momentos de deleite, êxtase e paz, ou mesmo de dificuldades e angústias.
De algumas formas, a música de 2022 reverberou em nossa existência. Em alguns casos, os movimentos vividos em 2022 podem ter criado unidade, em outros, podem ter sido únicos, particulares a cada um. Reviravoltas temáticas, caminhos inesperados ou mesmo trechos triunfantes podem ter conduzido a Sinfonia de 2022.
Podemos fazer da música um modelo de aprendizado para os desafios do cotidiano. Paz, calma, desejo, alegria, celebração, lamentação, são alguns dos elementos da nossa condição. Também são elementos que podemos encontrar ao ouvir uma Sinfonia.
Deixo votos de um feliz 2023, e com muita música, a todos leitores!






















