Quando se fala em reforma tributária, logo se pensa: transformação de cinco impostos (PIS, Cofins, ICMS, ISS, e IPI) em dois (Imposto e Contribuição sobre Bens e Serviços).
Mas as mudanças serão mais do que isso. E vão atingir a todos, seja contribuinte, trabalhador, empresário.
Para apresentar esses desafios, o Ipecont e Porto Seco do Sul de Minas realizaram palestras sobre o assunto. Foi nesta quarta-feira (14/5), na Vinícola Bárbara Eliodora, em São Gonçalo do Sapucaí. O BlogdoMadeira foi o único veículo de comunicação presente.
“A reforma tributária não é mais uma mudança. É A mudança que pode pegar muita gente despreparada. A principal na história da democracia brasileira”.
Quem diz isso é o consultor Matheus Trolesi, CEO do Ipecont, empresa de consultoria. Mas ele diz que a RT traz brechas que podem ser utilizadas se os setores produtivos se prepararem e se unirem.
Mudanças também para empresas participantes do Simples Nacional. A principal: aumento da carga tributária, principalmente no setor de serviços.
Para o poder público: riscos na distribuição de arrecadação entre estados e municípios, privilegiando quem produz menos e prejudicando quem produz mais.
Desconfiança
O presidente da Federaminas, Valmir Rodrigues vê com muita desconfiança a reforma tributária. “O custo vai subir. Nos primeiros 3 anos, a demanda judicial vai aumentar por causa das incertezas. Para enfrentar esses desafios, a classe empresarial precisa estar unida, a indústria, o agro, procurar seus líderes. Porque se o setor produtivo estiver unido, podemos evitar algumas armadilhas que a RT apresenta”, disse.
A sócia líder de Impostos indiretos da KPMG no Brasil, Maria Isabel Ferreira fala com toda a certeza: “Nesse primeiro momento vai faltar mão de obra, times preparados, advogados e contadores precisarão se atualizar”.
Além disso, e isso é pitaco do Blog, vão surgir as tentativas políticas de reverter as mudanças.
“Não vai dar pra mudar, a regra do jogo foi batida e é preciso se adaptar, porque todos serão impactados. Rico, pobre, trabalhador, empresário”, diz Matheus Trolesi.
Mas você conhece político, né? Enquanto estiver no páreo, tenta derrubar. Ninguém gosta de mudança. Só quem a cria.
A auditora fiscal da Receita Estadual de Minas, Francyely Monteiro Souza, que também participou dos painéis, acredita que podem ocorrer mudanças no texto da reforma tributária, no meio do jogo.
Para ela, o pior da reforma é que ela foi pensada “espelhando em países que não têm semelhanças com a gente, e digo isso em política, extensão, clima, tipo de mão de obra, não podemos adotar um modelo que funciona em países diferentes do nosso”.
Por isso, acredita que mudanças podem ser implementadas quando o novo sistema estiver sendo experimentado. “Corrigir o que não der certo”.
Robin Hood 2?
Outro problema: a RT implicará na concentração dos impostos arrecadados na União (lembre o que o Fernando Pimentel fez quando govenador de Minas…).
Francyely acredita que, com esse novo direcionamento, “a tendência é que o Estado passe a cobrar mais ITCD (imposto sobre doação ou herança de bens e serviços) e IPVA. E os Municípios, mais IPTU e ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis)”.
O Blog continua abordando o assunto. Vamos conversar com os especialistas nos próximos dias, assim como empresários, representantes de associações etc.
Bárbara Eliodora
Já que o assunto é espinhoso, ele foi apresentado em um lugar agradável. Uma vinícola a menos de uma hora de Varginha, às margens da Fernão Dias. Quer conhecer? Dá uma olhada na matéria da repórter Estela Torres que o blog publicou semana passada.
TURISMO | Blog sugere passeio em vinícola de São Gonçalo do Sapucaí

Jornalista profissional (formado em Comunicação Social e Direito), radialista e cerimonialista. Escreve sobre política desde 1993. Fundador do Jornal Folha de Varginha e Blog do Madeira. Servidor municipal. Comendador do Mérito Legislativo de Minas Gerais. Diretor de Comunicação da ACIV (Associação Comercial de Varginha) e vice-presidente da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas de Varginha). Foi membro da Academia Varginhense de Letras. Diretor da Abraço e do Voluntariado Vida Viva. Comentarista político da Rádio Clube de Varginha (99,3 FM). Organizador do livro “Narrativas de Nico Vidal”. Autor do livro “Causos da Política (acontecidos em Varginha)”. Apresenta o Blog ao Vivo e o Podcast Varginha em 1 minuto ou mais. Cozinha pra família nos finais de semana (às vezes fica bom). Cruzeirense.





































Uma resposta
É surreal: vão reduzir de 5 para 2 impostos. Porém o valor total será maior. Agora eles têm certeza de que somos idiotas.
Principalmente levando-se em conta que os serviços prestados pelo Estado continuarão abaixo da crítica e os roubos praticados pelas ‘excelências’ continuarão a todo o vapor.
Ah! Procurei na matéria, mas não ficou claro para mim: quem financiou o convescote?
NOTA DO BLOG: Porto Seco e Ipecont