O chato da sauna

"Colaborador do blogdomadeira JB Tatu."

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A primeira história foi O Chato do Galinheiro. Aquele indivíduo que comprava saquinhos de salgadinhos e fazia questão de fazer barulho quando degustava o produto; aquele engraçadinho que fazia pum durante a exibição do filme, o pior de tudo: via a apresentação em outro cinema e narrava durante a exibição no Galinheiro do Cine Capitólio.

Ele era tão chato, mas tão chato que acabou recebendo um safanão no escutador de novelas.  Foi tão bem dado que ele ficou afastado por muito tempo do lugar tradicional dos que não tinham dinheiro para assistir aos filmes de camarote.

Não fica por aí não. Além daquele que perturbava o sossego dos expectadores da tela, apareceu outro: Faguilhizando, que ficou conhecido pelo apelido de “o chato da sauna”.

No dia da semana que a maioria frequentava uma sauna da cidade, aparecia por lá o Faguilhizando. Chegava primeiro que todos. Só levava a sua pessoa, mais nada. O que usava, era tudo emprestado lá dentro local.

O sujeito era tão folgado, mas tão folgado, que apesar de perturbar o ambiente, usava às vezes sem a permissão: chinelo, sabonete, creme dental, aparelho de barbear e até toalha. Só faltava usar a escova de dentes dos outros.  Mas há quem afirma que até escova às escondidas pegava. De tantas investidas nas coisas dos outros, ele acabou se dando mal.  

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Certa noite, com a sauna lotada, um frequentador até hoje não identificado, colocou óleo queimado em uma embalagem de shampoo; Aquele do frasco preto. Faguilhizando ao ir tomar banho, sem saber o que o esperava, derramou sem economizar o produto na cabeça.

Foi à gota d’água. Ou seja, gotas de óleo queimado que fez com se afastasse de vez da sauna. Os frequentadores agradeceram.

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