Memórias de Varginha: Rodovia do Contorno foi construída por causa da CBC

"CBC Companhia Brasileira de Caldeiras"

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O texto é da leitora Natalina Coppi. Ela fala sobre uma das principais empresas que já passaram por Varginha, a Companhia Brasileira de Caldeiras (CBC). Olha que legal o testemunho:

Esta firma (que passou a denominar-se Companhia Brasileira de Caldeiras e Equipamentos Pesados) era considerada uma das maiores potências do Brasil, com mais de mil e quinhentos funcionários.

Era de propriedade do Sr. Fritz Geissler, pai do Sr. Carlos, que venderam tudo para a Mitsubishi do Japão, foram para o Estado do Rio de Janeiro e abriram outra firma em Duque de Caxias, sendo transferida posteriormente para a cidade de Nova Iguaçu, também no Rio.

Tio Joel era um exímio torneiro mecânico (capaz de tornear perfeitas miniaturas em peças de aço) e funcionário de extrema confiança dos patrões na antiga CBC, sendo levado pelos mesmos para o Rio de Janeiro.

A CBC foi a responsável pela construção da Rodovia do Contorno, em Varginha.
Como construía caldeiras de grande porte, quando da entrega das mesmas, o caminhão tinha que passar pela Rua Santa Cruz, centro da cidade, Jardim Andere, sentido Rodovia Fernão Dias. Para isso, ia na frente um carro da Cemig, cortando os fios de eletricidade e atrás outro carro emendando os mesmos (face à altura e largura da carga). Por isso foi construída a Avenida do Contorno, para sair do trânsito no centro da cidade.

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Aliás, quando em trânsito na Rodovia Fernão Dias (que só tinha uma pista para os dois sentidos), também tinha que ser acompanhado por batedores da Polícia Federal, que interrompia o trânsito da pista contrária ( as caldeiras ultrapassavam mais da metade da pista, face à largura da carga). Era bastante difícil.

Respostas de 13

  1. CBC montou 14 Balça em Batista de Melo na beira do Rio Verde, década de 60. Escavajine 1⁰ Lançamento de Furnas. De frente nosso Sítio que ficava do outro lado do Rio. Saudades!

  2. Nadinho , primo da . minha mãe trabalhava de Porteiro da CBC.
    Ao lado do bar do Todinho Custodio!

    Os Praxedes que trabalhava lá, todos meus primos!

  3. Que orgulho de ver esse artigo. Meu bisavô Fritz Geissler era mto inteligente e talentoso!

    Infelizmente não o conheci, mas tenho muito orgulho da história dele.

    1. Olá, Helena:
      Faço pesquisas desde 1986 para a história de minha família, o que inclui meu tio-avô materno Fritz Geissler de Varginha.
      Descobri hoje que Ângelo Prince de Souza, seu avô, era piloto de avião e tinha uma empresa de cinemas em Varginha.
      Fiquei muito curioso para conhecer essa parte da história e gostaria de incluí-la na minha árvore genealógica.
      Como podemos entrar em contato?
      Aguardo seu contato em breve.

  4. Meu saudoso pai Moacir Valim (Biquil) também trabalhou por muitos anos até se aposentar na CBC. Esta empresa que tanto representou para Varginha.

  5. Desculpe a minha ignorância no assunto. Mas qual foi o verdadeiro motivo da CBC não ter ficado em Varginha e ido para Jundiaí, sendo que os profissionais em Varginha eram muito qualificados.

  6. Bom dia, grande empresa, lembro do meu irmão, que trabalhou ,na CBC, lá aprendeu muito,como ser um funcionário, CBC uma empresa que abriu muito porta de loja em Varginha,onde as famílias ,comprava ,tinha o antigo carnezinho,o tal crediário.

  7. Meu pai Afonso Monticeli trabalhou na época do Sr Fritz Geissler e depois por quase 40 anos na CBC com os japoneses da Mitsubishi. Foi chefe da seção pessoal, hoje RH e gerente administrativo. Tempos felizes. Uma empresa fora do normal para sua época.

  8. Associo-me a esse testemunho, pois meu saudoso pai Marinho Lomeu de Carvalho foi durante muito tempo, Chefe da Seção de Expedição e Transporte da CBC. Também fui funcionário da CBC, como auxiliar de escritório na Seção de Contabilidade (meu primeiro emprego antes de prestar o serviço militar obrigatório). Bons tempos aqueles. Lembro-me muito bem da dificuldade que era o percurso das carretas da TRANSPAIVA pelas ruas da cidade até a rodovia Fernão Dias. Vivíamos os anos de 1966 a 1968. Tempos imemoráveis.

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