Valor médio do conjunto de alimentos atinge R$ 786,25 e compromete mais da metade do salário mínimo líquido na cidade
O custo da cesta básica voltou a subir em Varginha no início de junho e atingiu o maior valor registrado na cidade em 2026. De acordo com levantamento realizado pelo Instituto Federal do Sul de Minas (Campus Carmo de Minas), por meio do Grupo de Pesquisas e Estudos Socioeconômicos (GESEc), em parceria com o Núcleo de Extensão, Pesquisa e Internacionalização do Grupo Unis (NEPI), houve aumento de 1,26% em comparação com o mesmo período de maio. Este foi o quarto mês consecutivo de alta no Índice da Cesta Básica do município. No acumulado dos últimos 12 meses, a elevação chega a 15,53%, pressionando ainda mais o orçamento das famílias.
A pesquisa é realizada sempre na primeira semana de cada mês nos principais supermercados da cidade e considera os preços dos 13 produtos que compõem a cesta básica nacional de alimentos.
Segundo o levantamento, o valor médio da cesta básica necessária para o sustento de uma pessoa adulta em Varginha alcançou R$ 786,25 na primeira semana de junho. O montante supera o recorde anterior, registrado em maio deste ano.
Entre os produtos que mais contribuíram para o aumento do custo estão o feijão carioquinha, a carne bovina e a banana. Por outro lado, alguns itens apresentaram redução nos preços, como a batata, o café em pó, o tomate e o arroz.
O estudo também mostra o impacto direto do aumento sobre os trabalhadores que recebem salário mínimo. Atualmente, o valor da cesta básica representa 52,44% do salário mínimo líquido — já descontada a contribuição ao INSS. Na prática, um trabalhador precisa dedicar cerca de 106 horas e 43 minutos de trabalho por mês apenas para adquirir os alimentos básicos.
Outro dado que chama a atenção é a comparação com a linha de extrema pobreza adotada pelo governo federal, atualmente fixada em R$ 218,00 de renda mensal per capita. O custo da cesta básica em Varginha é 3,61 vezes superior a esse valor, evidenciando os desafios enfrentados por famílias em situação de maior vulnerabilidade social.
Para os pesquisadores, os números reforçam a necessidade de atenção ao comportamento dos preços dos alimentos e aos impactos sobre a segurança alimentar e nutricional da população, especialmente entre os grupos de menor renda.
Alisson Marques é natural de Varginha. Graduado em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pelo Grupo Unis. Já trabalhou em outros portais de comunicação de Varginha e região. Possui experiência em webjornalismo, assessoria de imprensa e comunicação, rádio e TV.


























