Semana passada comentei na Rádio Melodia sobre a legislação brasileira que permite a presença de até 1% de impurezas no café comercializado no país. Acredito que que o ideal seria não ter nada de cascas, paus ou pedras. A legislação proíbe a adição intencional de produtos estranhos, independentemente da quantidade.
A ideia é a seguinte: por ser um produto agrícola que passa por um processo industrial, é possível que algum minúsculo fragmento passe despercebido no meio dos grãos de café.
Por isso, é tolerado até 1% de impurezas, que são, por exemplo, pedaços de galhos do pé, cascas do fruto do café e até pedacinhos de pedras, que vêm da lavoura ou do armazém. Essas impurezas, contudo, não podem oferecer riscos à saúde.
Semana passada o Ministério da Agricultura determinou o recolhimento de oito lotes de café após identificar justamente matérias estranhas e impurezas acima dos limites permitidos.
Além da fiscalização do governo, a ABIC, Associação Brasileira da Indústria de Café, fiscaliza e denuncia aos órgãos quando encontra algo fora do padrão.
A inspeção funciona assim: uma pessoa contratada pela ABIC vai aos supermercados e compra os cafés. Os pós são colocados em embalagens sem identificação de marca e encaminhados para análise em laboratório. Se forem encontradas impurezas além do limite estabelecido, o café perde o selo de pureza da ABIC. Se a marca não for associada à entidade, a associação denuncia para o ministério da agricultura.
Continuo achando que o café não deveria ter nada de impurezas. Nem casca, nem pedra. Nem a pau.

Jornalista profissional (formado em Comunicação Social e Direito), radialista e cerimonialista. Escreve sobre política desde 1993. Fundador do Jornal Folha de Varginha e Blog do Madeira. Servidor municipal. Comendador do Mérito Legislativo de Minas Gerais. Diretor de Comunicação da ACIV (Associação Comercial de Varginha) e vice-presidente da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas de Varginha). Foi membro da Academia Varginhense de Letras. Diretor da Abraço e do Voluntariado Vida Viva. Comentarista político da Rádio Clube de Varginha (99,3 FM). Organizador do livro “Narrativas de Nico Vidal”. Autor do livro “Causos da Política (acontecidos em Varginha)”. Apresenta o Blog ao Vivo e o Podcast Varginha em 1 minuto ou mais. Cozinha pra família nos finais de semana (às vezes fica bom). Cruzeirense.

























