Como é a fiscalização da qualidade dos cafés no Brasil

Café faz mal ou bem?
Foto: Marcus Madeira

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Semana passada comentei na Rádio Melodia sobre a legislação brasileira que permite a presença de até 1% de impurezas no café comercializado no país. Acredito que que o ideal seria não ter nada de cascas, paus ou pedras. A legislação proíbe a adição intencional de produtos estranhos, independentemente da quantidade.

A ideia é a seguinte: por ser um produto agrícola que passa por um processo industrial, é possível que algum minúsculo fragmento passe despercebido no meio dos grãos de café.

Por isso, é tolerado até 1% de impurezas, que são, por exemplo, pedaços de galhos do pé, cascas do fruto do café e até pedacinhos de pedras, que vêm da lavoura ou do armazém. Essas impurezas, contudo, não podem oferecer riscos à saúde.

Semana passada o Ministério da Agricultura determinou o recolhimento de oito lotes de café após identificar justamente matérias estranhas e impurezas acima dos limites permitidos.

Além da fiscalização do governo, a ABIC, Associação Brasileira da Indústria de Café, fiscaliza e denuncia aos órgãos quando encontra algo fora do padrão.

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A inspeção funciona assim: uma pessoa contratada pela ABIC vai aos supermercados e compra os cafés. Os pós são colocados em embalagens sem identificação de marca e encaminhados para análise em laboratório. Se forem encontradas impurezas além do limite estabelecido, o café perde o selo de pureza da ABIC. Se a marca não for associada à entidade, a associação denuncia para o ministério da agricultura.

Continuo achando que o café não deveria ter nada de impurezas. Nem casca, nem pedra. Nem a pau.

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