“Somente uma vida consagrada aos demais é digna de ser vivida” Albert Einstein
“A humildade é o primeiro grau de sabedoria” São Tomás
Comecemos pelo pensamento de Einstein. Vocês pensaram que a jornalista pirou, mas uso-a para analogia, pois como consagramos vida aos demais, destruindo-os? Dizer que os poderosos enviam jovens à frente de batalha em prol de liberdade ou da vida para os cidadãos é um paradoxo.
Bastante paradoxal, visto que levam todos à morte. Confortável para governos autoritários e mandatários, que vivem em seus palácios, em uma vida nababesca, com todas as mordomias, forte esquema de segurança, enviar soldados às batalhas com o intuito de garantir territórios(muitas vezes tomar outros). Eles nunca chegam ao front, mas sim, jovens, e até crianças em alguns países, que vêm seus sonhos se esvairem diante da morte prematura. Haja inferno para os poderosos!
São Tomás nos aponta ser a humildade o primeiro grau para a sabedoria. Quão estúpidos são os governantes que apelam até para a guerra, a fim de garantir poder e por ganância e ambição! Aí me vem à memória a célebre frase de Bertolt Brecht: A cadela do fascismo está sempre no cio. E são fascistas, reacionários da violência insana, cegos de afeto e comiseração. Sartre já dizia que quando os ricos fazem a guerra, são sempre os pobres que morrem. Morrem de fome de viver, fome de alimento nos campos de batalha, sede, de impossibilidade de realização de seus sonhos, desolados por deixarem seus amigos, seus amores e famílias.
Por que falei tudo isso se o título é As mães da guerra? Porque, salvo exceções, são os homens que criam as guerras. Será que
mandariam filhos seus para o front? Enquanto issoAs mulheres sofrem a perda de seus filhos e companheiros. Às mães, inconsoláveis pela partida de seus rebentos, restam muitas lágrimas e tênue esperança de volta. Agonia sem fim! Quanto amor, presença, afeto lhes foram dados de maneira incondicional para, depois, serem retirados do seio familiar para morrerem lutando em nome do quê? Da estupidez humana.
Costumo afirmar a meus amigos, e homens em geral, não existir nada mais maravilhoso, sagrado e sublime, além de prazeroso, do que o ato de amamentar um filho. Entramos em extâse com a sinergia com a criança, que nos olha com infinito afeto e gratidão por tê-la gestado em nosso ventre, e depois supri-la para a vida. Vida essa que se perde em guerras como da Ucrânia e Rússia e, agora, de Israel e Palestina.
Mais uma vez, os homens, gananciosos de poder e da indústria armamentista acendem uma vela a Deus, outra ao Diabo, pois, ao mesmo tempo em que pregam a paz, fornecem armas mortíferas para ambos os lados. Por que Biden, tão chegado a Israel, não convoca o mundo para botar um fim nas guerras que nos assombram, arrebentam com a economia de todos os países e ameaçam o planeta, além de destruir jovens, crianças e corações maternos?
Vanilda Souza Marques
Jornalista e ambientalista
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