Alegria e Preguiça

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Volta dispois…

Minha consciência me visitou essa semana. Comentou do friozinho. Ofereci um café. Pedi pra voltar depois do Desenrola 2.0.


Reboots não sangram

Para o escritor Alan Moore (de V de Vingança), a nostalgia deixou de ser um sentimento natural e se transformou em uma verdadeira “doença cultural”. Diz ele: “Mais e mais pessoas parecem se esquivar da responsabilidade de ajudar a criar um presente tolerável, buscando refúgio em um passado idílico imaginado ou em suas próprias infâncias, quando se sentiam seguras”.

Ou seja, junta preguiça com insegurança e só repete o que já deu certo.


E que você vai fazer?

Na música, por exemplo, estamos a um passo de se emocionar com a “barata da vizinha” ou “o negão cheio de paixão” e — não demora — com o “universitário raiz” dos “meteoros da paixão”.

Como nossos pais, você vai dizer que depois deles não apareceu mais ninguém. E, se continuar assim, o futuro vai nos trazer um passado cada vez mais assombroso.


Sustança 1

Então, talvez, a questão do saudosismo não seja a falta de gente tentando fazer algo novo. As referências é que vão ficando mais ralas — e aí falta “sustança”, né?


É melhor não saber

Há uma comoção recente sobre o que está sendo cantado na música nacional. Vocais meio arrevesados e inaudíveis. Algumas justificativas apontam para o uso do afinador automático que deixa as vozes meio robóticas. Outras, para uma escolha “estética” na hora da mixagem. E tem também quem culpe a língua portuguesa por ser muito silábica. Eu creio que a resposta esteja mais para: “não tem nada relevante pra dizer mesmo. Quem se importa?”

Só um extra

E a julgar pelas notícias policiais recentes, talvez não seja possível acumular um bilhão simplesmente cantando funk neste país. Sujeito precisa diversificar pra sobreviver. Quem nunca? A alternativa deles, no caso, foi fazer um bico com lavagem de dinheiro do tráfico internacional e jogos ilegais. Pega essa visão: tu pensa que é moleza ostentar colar de ouro?


Sustança 2

Essa coisa de sustança está mesmo fora de moda. A alimentação saudável – recomendada pela ciênça atual – se resume em tirar o sal, o açúcar, a gordura, a farinha, o gás, o álcool e, dependenfo da fonte, até o alho e a cebola. Como quase tudo na vida, uma questão de escolha: ou você é feliz e ferrado ou triste e saudável.

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E — sem nostalgia nenhuma — o Léo Jaime já num cantava uma coisa assim 40 anos atrás?


Num leu semana passada???

Nada nos bolsos

Nada nos bolsos

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