Levantamentos recentes mostram que vídeos curtos já ocupam mais de três horas diárias na rotina de metade dos brasileiros e se tornaram um dos principais canais de atualização do país.
Uma pesquisa inédita da Kwai for Business mostra que metade dos brasileiros passa três horas por dia assistindo a vídeos curtos. O levantamento identificou ainda uma preferência clara pelo formato mais dinâmico: 31% dos entrevistados escolhem vídeos de até um minuto, a duração mais procurada entre os participantes.
O país aparece entre os líderes mundiais em tempo de conexão. Segundo a pesquisa Consumer Pulse, os brasileiros passam, em média, mais de nove horas por dia navegando na internet, das quais mais de três horas diárias são dedicadas exclusivamente às redes sociais.
O mesmo apetite por experiências rápidas e autocontidas aparece em outros formatos de entretenimento digital. Um exemplo é um jogo de cassino online do provedor Spribe. Um estudo exclusivo divulgado pela KTO mostra que no Mines, ou ‘jogo da bombinha’, uma rodada dura, em média, 5,41 segundos, e que cem rodadas no modo automático levam apenas 4 minutos e 12 segundos, quase três vezes menos tempo que no modo normal. No jogo, é necessário revelar as peças de um tabuleiro de 25 casas e decidir a qualquer momento quando interromper a rodada, sem depender de um cronômetro que imponha o ritmo da partida.
O consumo acompanha as tarefas do dia a dia. Do total de entrevistados da pesquisa da Kwai for Business, 32% apontam as atividades domésticas como o principal momento para assistir aos vídeos, enquanto 30% recorrem ao formato antes de dormir, para relaxar. O estudo ouviu 11.693 usuários ativos da plataforma entre os dias 12 e 15 de junho.
Um levantamento distinto, conduzido pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR em parceria com o Comitê Gestor da Internet no Brasil, reforça a tendência sob outro ângulo. Vídeos curtos e aplicativos de mensagens já funcionam como o principal canal diário de atualização para metade da população brasileira com 16 anos ou mais, segundo o Painel TIC (Integridade da Informação).
Esse comportamento também influencia o tipo de aplicativo que ganha espaço no dia a dia dos brasileiros, inclusive fora dos grandes centros urbanos. O aplicativo de educação financeira criado por jovens do Sul de Minas, inspirado no formato de uso rápido do Duolingo, já soma 650 mil downloads em todo o país.
A pesquisa da Kwai for Business mostra ainda que os vídeos curtos cumprem funções que vão além do entretenimento. Informar-se aparece como motivação para 54,3% dos entrevistados, enquanto 54,7% afirmam recorrer ao formato para se divertir.
Foto: Nel Ranoko/Unsplash
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Secretária da Argumento Jornalismo Ltda (BlogdoMadeira e Jornal Folha de Varginha). Estudante de Publicidade & Propaganda.



























