Foram dois dias intensos nos bastidores do Legislativo até a definição: como o BlogdoMadeira informou em primeira mão, a Câmara Municipal de Varginha marcou sessão extraordinária para esta quinta-feira (8/1), às 18h. A reunião vai tratar da denúncia protocolada contra o vereador Marquinho da Cooperativa, atual presidente do Legislativo, e pode abrir caminho para a discussão de cassação no âmbito político-administrativo.
O pedido de convocação (foto acima) foi formalizado por meio de requerimento assinado por todos os vereadores. O documento foi encaminhado à presidência e recebido pelo próprio Marquinho, que assinou na condição de presidente da Casa.
Mas, inicialmente, a maioria dos vereadores não queria assinar o ofício.
O vereador se tornou alvo de pressão após o episódio em que ele atropelou um jovem na primeira madrugada do ano e, conforme relatado publicamente, não parou para prestar socorro. Marquinho foi preso e liberado mediante fiança de R$ 16 mil.
Na manhã de segunda-feira (5/1), Marquinho convocou entrevista coletiva e apresentou uma ficha de atendimento do Hospital Bom Pastor, na qual um médico registrou que ele não estaria embriagado após o ocorrido (às 4h40 da madrugada; o acidente aconteceu por volta de 1h00). A coletiva teve tom de confronto: o vereador criticou a Polícia Militar, chamou militares de mentirosos e encerrou o encontro sem responder a todas as perguntas.
Nos bastidores, a percepção inicial era de que Marquinho havia “crescido” com a coletiva. Com isso, aumentou também a articulação para evitar a sessão extraordinária. Naquele momento, não havia assinaturas suficientes para viabilizar a convocação.
A reviravolta veio na terça-feira (6/1), com a repercussão de um vídeo feito pela Polícia Militar. As imagens circularam nas redes e mudaram o ambiente político. A pressão pública aumentou e mudou a “disposição” dos vereadores. Todos resolveram assinar o documento pedindo a reunião extraordinária. Será nesta quinta (8/1), às 18h.
O que pode ocorrer na sessão
Se nada mudar até lá, o ainda presidente da Câmara vai abrir a reunião e apresentar renúncia. Calma, é renúncia do cargo de presidente, não do mandato.
Em seguida, intervalo para uma segunda reunião, que deve ser conduzida pelo vice-presidente Pastor Faustinho. O vereador deve receber a denúncia, que poderá lida pelo secretário Dudu Ottoni (ou mesmo por Faustinho).
Em seguida será formada uma comissão processante para apurar a denúncia, investigar o caso, avaliar juridicamente a questão.
Formada a comissão, encerra-se a sessão extraordinária. Nova reunião será marcada, já com o início dos trabalhos de apuração da CPI (na verdade é outra sigla, mas todo mundo conhece mesmo como CPI).
Opinião do blog
O vídeo da PM foi fundamental no episódio. Talvez ele não teria vazado, se Marquinho evitasse enfrentar os militares na coletiva.
Em depoimento aos policiais, Marquinho disse que havia brigado com a esposa e foi ao Restaurante Arca de Noé buscar a filha. Mas, no vídeo, ele aparece dançando com a esposa no restaurante.
Durante o acidente, a filha não estava no carro. Ele alegou que ela foi o motivo dele ter ido ao restaurante.
A situação só se complica para o vereador. Que poderia -desde o início- ter adotado a estratégia de reconhecer uma possível recaída, depois de um longo período de abstenção alcoólica, em que conseguiu chegar à Presidência da Câmara.
Política não é justiça.
Costuma-se dizer que, quando há vontade política, cassa-se um político até pelo pneu careca do ônibus escolar da zona rural. Portanto, vai depender dos desdobramentos do caso para ver para que lado vai a opinião pública. E, provavelmente, será o mesmo pensamento dos vereadores.
Afinal, quem que é doido de expor seu nome em listas publicadas na internet dizendo que lavou as mãos no caso?
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Jornalista profissional (formado em Comunicação Social e Direito), radialista e cerimonialista. Escreve sobre política desde 1993. Fundador do Jornal Folha de Varginha e Blog do Madeira. Servidor municipal. Comendador do Mérito Legislativo de Minas Gerais. Diretor de Comunicação da ACIV (Associação Comercial de Varginha) e vice-presidente da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas de Varginha). Foi membro da Academia Varginhense de Letras. Diretor da Abraço e do Voluntariado Vida Viva. Comentarista político da Rádio Clube de Varginha (99,3 FM). Organizador do livro “Narrativas de Nico Vidal”. Autor do livro “Causos da Política (acontecidos em Varginha)”. Apresenta o Blog ao Vivo e o Podcast Varginha em 1 minuto ou mais. Cozinha pra família nos finais de semana (às vezes fica bom). Cruzeirense.





























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FORA CANALHA!