Ver as belezas de Minas Gerais da janela de um trem? Isso existe ainda? Sim, existe. E não só em Minas Gerais, mas alguns pontos do país como São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, também contam com viagens turísticas de trem.
Infelizmente depois que o ex-presidente Juscelino Kubitschek abriu o mercado para multinacionais da indústria automobilística, a linha férrea perdeu muito espaço no Brasil.
Hoje, são poucas as linhas que restaram e que fazem essas viagens turísticas, trazendo conhecimento da região em que passam e também entretenimento para toda a família. É um passeio de fato enriquecedor para quem se interessar.
Em Minas Gerais existem ao menos quatro opções de viagens de trem de um ponto a outro:
Tiradentes x São João del-Rei
O passeio é feito em uma Maria Fumaça. O passeio de trem leva o passageiro por 12 quilômetros na Estrada de Ferro Oeste de Minas, inaugurada em 1881, e passa pelo Rio das Mortes e pela bonita Serra de São José.
O que esperar do passeio e como se organizar?
A bilheteria de São João del-Rei fica na estação ferroviária e funciona de quinta a sábado, das 9h às 17h (fechando entre 11h e 13h nos dias de semana e entre 13h e 14h nos sábados), e domingo das 9h às 13h.
A bilheteria de Tiradentes fica na Praça da Estação e tem horário de funcionamento similar durante a semana, mudando apenas nos sábados e domingos, quando abre das 9:00 às 12:00 e das 13:00 às 17:00.
O passeio só está disponível três dias por semana – sextas, sábados e domingos – e costuma lotar. O recomendado é comprar a passagem com antecedência, principalmente no caso do trajeto Tiradentes-São João del-Rei, que é mais concorrido.
São Lourenço x Soledade de Minas
Conhecido como Trem das Águas, as saídas ocorrem em finais de semana e feriados.
Sábados: 10h com volta às 12hs e 14h30 com volta às 16h30.
Domingos: 10h com volta às 12hs
É recomendado que se faça uma reserva para não perder seu lugar, pois não tem garantia da disponibilidade de lugares na hora da viagem. Para realizar as reservas basta ligar no número: (35) 3332-3011.
Ou através do e-mail [email protected] com as informações:
Nome completo, telefone para contato, dia e horário do passeio, quantidade de pessoas, se é classe especial (R$90,00) ou classe turística (R$70,00), e lugar de hospedagem (caso tenha).
Passa Quatro x Coronel Fulgêncio
O passeio de Passa Quatro para a cidade de Coronel Fulgêncio é mesmo para relembrar os tempos antigos das ferrovias e locomotivas. A Maria Fumaça é quase centenária, de 1925. São dois vagões bem conservados.
No caminho tem vista para a serra da Mantiqueira, tem parada em feirinha de artesanato e som de violeiros a viagem inteira. Além disso ainda tem trilha, e visita ao museu de Coronel Fulgêncio.
Assim como as outras, o mais garantido é reservar seu ingresso: (35) 3371-2167 ou pelo email [email protected].
Funcionamento: Sábados às 10h e 14h30; domingos às 10h.
O bilhete custa R$65,00.
Ouro Preto x Mariana
O passeio é feito pelo Trem da Vale, a companhia é responsável pelas operações do trem turístico. A viagem é tranquila e você pode embarcar tanto de Mariana quanto de Ouro Preto. Também pode comprar passagem só de ida ou de ida e volta, fica a sua escolha!
É possível escolher duas formas de passagem, a convencional (mais barata e visibilidade do trajeto menor), e a panorâmica (ar condicionado e janelões).
Assim como em outros passeios de trens, é recomendável comprar as passagens com antecedência e também chegar com antecedência no local na hora do embarque, de pelo menos 1h.
O site para compra é: https://tremdepassageiros.vale.com/sgpweb/portal/index.html#/home
Falando aqui do Sul de Minas
Não colocamos preços, porque pode haver mudanças. Mas eles variam entre 70 a 100 reais. Algumas pessoas reclamam do preço caro em algumas viagens como São Lourenço e Tiradentes. Mas é um dos passeios mais baratos do país, em trens turísticos.
Pensem bem… A empresa responsável pelas viagens turísticas em trens quase centenários por todo Sul de Minas é a ABPF (Associação Brasileira de Preservação Ferroviária), e as passagens são o preço que cada pessoa contribui para a manutenção dos trens e Marias Fumaças quase centenárias que rodam mais de 2 viagens por fim de semana.
A ABPF luta pela preservação das ferrovias brasileiras que é um patrimônio do país que quer continuar lutando para que mais pessoas conheçam esse patrimônio e possam desfrutar dele com todo o conforto possível.
Mais uma reflexão: seria interessante se Varginha tivesse esse tipo de passeio também. A cidade poderia ter implantado uma linha turística até Três Corações, passando pela Flora. Um passeio bonito às margens do Rio Verde. Isso quase aconteceu. Aliás, teve um passeio com políticos. Mas ele não se repetiu. Infelizmente ninguém teve coragem política para fazer a ideia se tornar realidade.

Jornalista profissional (formado em Comunicação Social e Direito), radialista e cerimonialista. Escreve sobre política desde 1993. Fundador do Jornal Folha de Varginha e Blog do Madeira. Servidor municipal. Comendador do Mérito Legislativo de Minas Gerais. Diretor de Comunicação da ACIV (Associação Comercial de Varginha) e vice-presidente da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas de Varginha). Foi membro da Academia Varginhense de Letras. Diretor da Abraço e do Voluntariado Vida Viva. Comentarista político da Rádio Clube de Varginha (99,3 FM). Organizador do livro “Narrativas de Nico Vidal”. Autor do livro “Causos da Política (acontecidos em Varginha)”. Apresenta o Blog ao Vivo e o Podcast Varginha em 1 minuto ou mais. Cozinha pra família nos finais de semana (às vezes fica bom). Cruzeirense.


































Respostas de 3
Recordo o filme, Fumaça de Aço, um faroeste da histórica revolução estudantil na década de 1950. A Maria Fumaça conseguiu vir ilesa, apesar dos tiros de canhões dos yanques, do túnel da divisão de Passa Quatro com o resto do Universo, cheia de Estudantes da Escola Técnica São Miguel, armados com estilingues e
mamonas assassinas. Chegando em Itanhandu, abasteceram de queijos e de ovos das granja, conseguiram uns borzeguins na Fábrica do Ângelo, e logo a incansável Maria Fumaça, prosseguiu passando pela estação de Pouso Alto, hoje São Sebastião do Rio Verde, Américo Lobo e, com sede, chegaram até o Parque das Águas de São Lourenço. Depois, serviços com laudas refeições, pararam na Estação Ramon, para comerem doces de leite que só eram feitos pelos moradores do Hotel Fazenda Ramon. E a guerra prosseguia lá na Estação de Soledade. Uns Libaneses que eram do Hammás, brigavam tentando expulsar uns Israéis e mais uns índios canibais da área. Qdo a Maria Fumaça chegou, foi uma tempestade trágica de mamonas prá todos os lados. Os briguentos fugiram sobre uns trolinhos, passando pela Estação de Conceição do Rio Verde e desta chegou até a de São Tomé das Letras. Os inimigos, temendo outras flechadas, pularam nas águas do Rio Verde e fugiram pras bandas de Três Corações 💕. A EPTV noticiou, no dia seguinte, que muitos ficaram boiando. E muitos foram se radical proutras bandas. E assim, John Waine e Grande Otelo, partiram da região onde até hoje, graças aos esforços de poucos e valentes abnegados a Maria Fumaça passeia em uns trechos do velho Sul Mineiro.
Quando era moleque nos anos 80, andei pendurado nos trens de carga q iam pro moinho sul mineiro, atravessei o pontilhão q ficava pra frente do IBC muitas vezes, indo pescar na boca do ribeirão. Brinquei
muito na maria fumaça do zoológico.
Hoje os trilhos estão asfaltados, acho q nunca mais veremos
o trem em Varginha.
NOTA DO BLOG: Luiz, eu fiz tudo isso também. A gente deve ser da mesma época.
Um amigo meu, Alex, quebrou o braço na hora de pular do trem perto do Viradouro (depois da Igreja do Mártir) e a gente implorou pra ele não falar pra mãe (como caçula da turma, a gente era responsável por ele). Sobrou pra todo mundo…
Me deu saudades de quando eu era criança, nos morava no município de Elói Mendes, mas era só travessar o Rio Verde de canoa e chegar na estação Batista de Melo e embarcar no Trem e ir até Varginha!