Até pouco tempo, jornalistas profissionais não divulgavam suicídio.
Existe um acordo de cavalheiros entre jornalistas e autoridades de saúde.
O receio é que a divulgação de notícias como essa sirva como gatilho para que mais casos ocorram.
Aos poucos surge a possibilidade de divulgação. Isso ocorre se o jornalista seguir uma série de recomendações da Organização Mundial de Saúde.
Mais uma vez: não é regra, nem lei. É bom senso.
Entre as recomendações, informar que há formas de perceber que a pessoa está com depressão, quadros de distúrbio comportamental alterado etc.
E informar as formas de atender essas pessoas.
O atendimento mais rápido e gratuito é o CVV (Centro de Valorização da Vida), pelo 188.
Mas eu acredito que talvez o que esteja mais em jogo aqui seja a questão do relacionamento abusivo.
Depoimentos de familiares e amigos de fato recém-ocorrido em Varginha apontam para isso.
A Delegacia da Mulher da cidade informa que, diariamente, ocorre pelo menos um caso de agressão à mulheres em Varginha.
Aí é muito importante que a mulher tenha coragem de denunciar.
Deve ser difícil enfrentar covarde.
Mas a justiça está aí para isso.
Que o tempo conforte os corações e mentes de todos os amigos de pessoas envolvidas com situação de depressão e relacionamentos abusivos.
Não podemos julgar ninguém.
Mas, se existe justiça divina, ela deveria ser acionada agora.























