Nesta semana, a pausa para o cafezinho vem acompanhada de uma preocupação que atinge todo o setor cafeeiro e o agro brasileiro: a proposta de tarifas de até 50% anunciada por Donald Trump.
Se essas tarifas forem aplicadas, o impacto no agro brasileiro e especialmente na cadeia cafeeira pode ser profundo atingindo desde os pequenos produtores até grandes exportadores, ameaçando a competitividade do Brasil no mercado norte-americano, um dos nossos principais compradores.
Por mais que estejamos falando de números, tarifas e mercados, o que está realmente em jogo é uma cadeia inteira que vive do café com paixão e propósito. São muitas as mãos, dentro e fora da porteira, que contribuem para que o café chegue até a xícara: quem planta, quem colhe, quem torra, classifica, transporta, analisa, exporta, vende e serve.
Quando medidas como essas ameaçam o equilíbrio do setor, o impacto vai além da economia, ele afeta pessoas, famílias e comunidades inteiras que se dedicam com tanto cuidado à produção de um dos bens mais simbólicos do Brasil.
Os EUA são um dos principais destinos do café brasileiro. Uma tarifa desse porte poderia derrubar o volume exportado.
Vale ressaltar que produtores brasileiros perderiam mercado , mas os americanos pagariam mais caro também pelos grãos isso afetaria cafeterias, torrefações e consumidores nos EUA, o impacto seria duplo.
Isso resultaria em estoques internos elevados e queda nos preços pagos ao produtor.
Com menos demanda internacional, os preços internos tenderiam a cair, o que penaliza principalmente o pequeno e médio cafeicultor.
O produtor que investe em qualidade e em processos sustentáveis poderia se ver sem mercado ou com margens ainda menores.
Cooperativas, exportadoras, torrefações e portos, todos seriam atingidos,enfraquecendo o setor como um todo.
A instabilidade econômica internacional afeta o preço das commodities, inclusive o café, aumentando a volatilidade e o risco para produtores e exportadores.
Diversificar destinos, buscando Ásia, Europa e países árabes para compensar a queda nas vendas aos EUA não seria o melhor caminho, já que essa transição leva tempo, exige adaptação e nem sempre será capaz de absorver o volume que os EUA compram.
Vamos torcer para que as negociações internacionais sejam efetivas, estamos na reta final, o momento exige atenção, articulação e união, pois esse tipo de medida traria prejuízos não apenas para o café, mas para todo o setor do agro brasileiro.
Secretária da Argumento Jornalismo Ltda (BlogdoMadeira e Jornal Folha de Varginha). Estudante de Publicidade & Propaganda.




























Respostas de 2
“Caro leitor, agradeço e respeito o seu ponto de vista.
Quero esclarecer que, ao abordar este tema, não estou tratando de política partidária, e sim expressando uma preocupação real com o nosso agro brasileiro, com as famílias e pessoas que vivem e trabalham no campo, lutando todos os dias para que o alimento chegue até a nossa mesa.” Grande abraço e mto obrigada.
O governo brasileiro taxa todos os produtos importados. Quando a tarifa é contrária todos criticam. O que falar da Venezuela que está tarifando vários produtos brasileiros em 77%?
Entendo que tudo isto soa como hino para o atual governo, o qual se diz pai dos podres, pois serão muitos desempregados e mais pessoas correndo atrás de auxílios assistenciais.