Manual de boas práticas corporativas #5

Reunindo sem animosidade

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Você deve conhecer Brainstorming, né? Aquele tipo de reunião onde todo mundo dá ideia idiota até parecer que a ideia do chefe não é tão ruim. Essa não precisa de manual porque pra dar ideia idiota a gente já nasce pronto. O problema acontece quando precisamos participar de uma reunião de alinhamento. Aí carece de outras inteligências.

 

 

 

Tudo depende de uma decisão pessoal a ser tomada no caminho. Mais precisamente naquele momento em que você pára pra completar a xícara de café: e aí, Jeremias, você prefere não ter amolação ou quer que seu trabalho faça sentido? Não existe a resposta certa. Só consequências.

Seja qual for a sua decisão a reunião vai começar com a afirmação de que estão todos ali para pensar junto, alcançar os mesmos objetivos e que a equipe precisa de sinergia. Ou seja, tudo apontando para o caminho de que “se todo mundo concordar a gente volta pra nossa cadeira rapidinho.”

E é simples entender que o que toda liderança almeja na vida é alta produtividade, obediência irrestrita e amolação zero. Então, se você estiver disposto a trabalhar sem questionar, a sinergia acontece.

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O problema, Jeremias, é que o dia a dia de trabalho não costuma obedecer, seja qual for a produtividade que você precise apresentar. E não é preciso elencar aqui o mar de ruídos, retrabalhos e conclusões simplistas e precipitadas que uma liderança normalmente tem sobre o trabalho dos outros.

E meia dúzia de planilhazinhas cheias de números e gráficos sequer resumem essa realidade. Na maioria das vezes, até distorcem ela e aí, meu amigo, fica difícil manter a consonância, não é?

Então, como se reunir sem animosidade nesse caso? Bem, Jeremias, a resposta é simples de dar e difícil de executar. Reúna informações – completas, determinantes – sobre quanto dinheiro eles vão deixar de perder se conseguirem sair da bolha. E, então, apresenta pra eles na reunião. Se possível, sem subir na mesa.

Luiz Gustavo é cronista. Como não conseguiu pagar as contas fazendo isso, trabalha também. Com atividades extras, porque as contas são muitas. Mora com a família em Elói Mendes/MG, onde cultiva uma horta nos finais de semana, joga videogame com frequência e mantém uma rede na garagem. Raramente tem tempo pra escrever alguma coisa.

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