A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) finalizou o inquérito sobre a morte de uma idosa de 74 anos, encontrada em uma plantação de café no município de Campestre, no Sul de Minas, no último dia 21. Após uma análise minuciosa de laudos técnicos e levantamentos de campo, a instituição concluiu que o caso não possui natureza criminosa, descartando hipóteses de homicídio ou agressão.
Desde a localização do corpo, a perícia oficial não identificou sinais de luta corporal ou vestígios da ação de terceiros. Exames necroscópicos realizados no Posto Médico-Legal (PML) de Poços de Caldas e testes complementares feitos em Belo Horizonte também afastaram qualquer indício de violência sexual, lesões traumáticas ou ingestão de substâncias tóxicas e venenos.
Dinâmica e estado de saúde
Os levantamentos apontaram que a vítima apresentava um quadro de comprometimento cognitivo e demência. Essa condição de desorientação pode ter sido agravada por um acidente de trânsito sofrido pela idosa dias antes, na cidade de Alfenas. O rastreamento do trajeto percorrido pela mulher, desde sua saída do estado de São Paulo, confirmou relatos de testemunhas que já percebiam sinais de confusão mental e vulnerabilidade clínica.
De acordo com o delegado-geral Marcos Pimenta, chefe do 18º Departamento, o trabalho integrado entre as equipes de Poços de Caldas, Campestre e Alfenas foi essencial para esgotar todas as linhas investigativas. Com a comprovação de que a morte não foi fruto de uma prática delituosa, o inquérito foi relatado e encaminhado ao Poder Judiciário com o pedido de arquivamento.
Foto: Polícia Civil
Alisson Marques é natural de Varginha. Graduado em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pelo Grupo Unis. Já trabalhou em outros portais de comunicação de Varginha e região. Possui experiência em webjornalismo, assessoria de imprensa e comunicação, rádio e TV.






















