O QUE QUE O RATO TEM?

"Colaborador do blogdomadeira JB Tatu."

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 Às vezes algum balconista descuidado tem mania de brincar com  quem não conhece; muitas vezes não sabe o temperamento de alguns clientes e, nunca é bom fazer qualquer tipo de brincadeira; porque não sabe o que pode acontecer e a reação pode ser inesperada.

Aconteceu com Vergandioso, balconista de loja, que um dia se deu bem em suas brincadeiras com um cliente.

Vergandioso, rapazola falante; extrovertido, cara fácil de ser relacionado, bom balconista e bem atencioso. Só tinha um defeito que às vezes não era bem aceito por alguns clientes: a mania de fazer piada com os produtos que eram pedidos.

Um belo dia, um senhor desconhecido apareceu para comprar um veneno para exterminar ratos. Segundo ele, os roedores estavam infernizando sua vida e tirando seu sono; alguém indicou a ele a loja onde encontraria o produto.

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Sem muito jeito, ele chegou com a maior simplicidade do mundo até o vendedor, e pediu um “remédio pra rato”. Depois de dar risada, Vergandioso perguntou ao senhor: “o que é que rato tinha?”. O homem ficou calado por alguns instantes. Meditou um pouco sobre o que vendedor havia perguntado, e, o porquê da risada.

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Enquanto pensava, a ficha caiu; aquele balconista com certeza estava tirando uma com ele. Quase morrendo de rir, o balconista nem se deu conta que estava diante de um homem de musculatura respeitável. Moreno de cabelos negros, bela estatura, maxilar quadrado, tinha os olhos mais invulgares do mundo: entre azuis e verdes, tão claros penetrantes e assustador diante dele.

Quando Vergandioso se deu conta do que estava acontecendo, já estava sendo agarrado pelo colarinho da camisa, e acabou passando por cima do balcão. Não chegou a cair, pois com a maior rapidez que pôde conseguir, se mandou na maior correria possível e escapando por pouco de uma tremenda surra.
Vergandioso depois do episódio com o desconhecido, nunca mais pensou em brincar em serviço. Quando alguém chegava à loja e perguntava por um produto, jamais fazia brincadeiras, por medo de aparecer outra pessoa com o mesmo temperamento daquele que fez passar por cima do balcão.

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