20 de Julho de 2024
A espiritualidade é um tema recorrente e cada vez mais relevante em uma era marcada por incertezas e turbulências. Em meio a crises políticas, sociais e pessoais, a busca por um sentido mais profundo na vida torna-se uma necessidade quase visceral para muitos. A corrida presidencial nos Estados Unidos de 2024 é um exemplo claro de como questões espirituais e morais se entrelaçam com a política e a vida pública, especialmente em momentos críticos como o recente atentado contra o ex-presidente Donald Trump.
O atentado contra Trump, independentemente das motivações políticas e pessoais, refletem uma sociedade cada vez mais polarizada e violenta. Essa violência não é apenas física, mas também simbólica, manifestando-se nas redes sociais, na mídia e nas interações diárias entre cidadãos. Em um mundo onde o diálogo se tornou gritado e a compreensão, um bem escasso, a espiritualidade surge como um caminho para a cura e a reconciliação.
A corrida presidencial nos EUA em 2024 não é apenas uma disputa pelo poder, mas também uma batalha por valores e princípios que moldarão o futuro da nação e do mundo. Os candidatos, cada um à sua maneira, tentam personificar ideais que ressoem com o eleitorado. No entanto, para além das promessas políticas, a verdadeira mudança deve vir de uma transformação mais profunda, que envolva uma reconexão com os princípios espirituais que transcendem as diferenças políticas e sociais.
Vivemos em um mundo doente por falta de Deus, ou pelo menos, por falta de uma conexão autêntica com o divino. A espiritualidade, entendida como uma busca pela verdade, pelo amor e pela justiça, pode ser a chave para sanar muitas das feridas que afligem a sociedade contemporânea. Não se trata apenas de uma religiosidade superficial, mas de uma espiritualidade que permeie todas as esferas da vida, influenciando as decisões pessoais, profissionais e políticas.
A verdadeira espiritualidade não se limita aos rituais e dogmas, mas se manifesta na compaixão, na empatia e na busca pelo bem comum. Em tempos de crise, como os que vivemos, ela pode ser um farol a guiar-nos em meio à escuridão. A violência, a injustiça e a falta de diálogo que observamos nas eleições presidenciais e em outros eventos globais são sintomas de uma sociedade desconectada de seus valores mais profundos.
Para reverter esse quadro, é necessário que cada indivíduo se comprometa com um processo de autoconhecimento e transformação interior. Líderes políticos, religiosos e comunitários têm um papel crucial a desempenhar, incentivando práticas que promovam a paz, a justiça e a reconciliação. A espiritualidade pode e deve ser uma força unificadora, capaz de transcender as diferenças e construir um mundo mais justo e saudável.
Em última análise, a cura para um mundo doente reside na redescoberta de nossa humanidade comum e na reconexão com o divino que habita em cada um de nós. A corrida presidencial nos EUA, os atentados e a polarização são, ao mesmo tempo, desafios e oportunidades para refletirmos sobre o tipo de sociedade que queremos construir. A espiritualidade, entendida em seu sentido mais amplo, pode ser a chave para uma transformação verdadeira e duradoura.
Padre Max Candido, SCJ

Jornalista profissional (formado em Comunicação Social e Direito), radialista e cerimonialista. Escreve sobre política desde 1993. Fundador do Jornal Folha de Varginha e Blog do Madeira. Servidor municipal. Comendador do Mérito Legislativo de Minas Gerais. Diretor de Comunicação da ACIV (Associação Comercial de Varginha) e vice-presidente da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas de Varginha). Foi membro da Academia Varginhense de Letras. Diretor da Abraço e do Voluntariado Vida Viva. Comentarista político da Rádio Clube de Varginha (99,3 FM). Organizador do livro “Narrativas de Nico Vidal”. Autor do livro “Causos da Política (acontecidos em Varginha)”. Apresenta o Blog ao Vivo e o Podcast Varginha em 1 minuto ou mais. Cozinha pra família nos finais de semana (às vezes fica bom). Cruzeirense.





























Respostas de 11
Padre ! Em que pode me Ajudar?
Estou passando por uma situação complicada e terrível momento de desgosto!
Tenho uma Netinha de 5 meses , e meu filho batizado, crismado , chamou minha filha para ser a madrinha, e por um erro meu , pois não a cismei na infância, a igreja nega que ela seja a Madrinha! Só da a opção de fazer o curso de 12 meses para habilitar ! Como ficar sem batizar a criança por um Ano? Hj participo nas missas , no grupo de músicas por duas vezes na semana, participo de grupo de cursilho semanalmente, apresento na região com grupo de músicas evangelizadora , sou Romeiro por doze anos, participei com o senhor no acampamento de Crisma, minha filha participou com o senhor no cerco de Jericó, ficou encantada com a Participação!
Mas agora me sinto no Inferno pelo meu desengano! Como a igreja pode ser cruel com esta burocracia injusta! Deixar fazer o curso posteriormente, ou intensivo! Somos unidos em família, mas está dor está nos aniquilando ! Cremos que o Pai celestial nos Ama! E nossa verdadeira força é a família!
O que devo fazer Padre???por favor sua orientação!
O mundo cada vez mais conectados ao superficial e desconectados com a espiritualidade. O mais importante é a reconexão do divido que habita em nós. Falou tudo
É… O jeito é ir plantando a sementinha do amor nos corações! Que Deus nos ajude!!!
Cada dia mais encantada com o que tenho aprendido através dos seus textos. Parabéns pelo seu trabalho e obrigada por compartilhar seu conhecimento de uma forma tão cativante e acertada, como sempre!
Parabéns e obrigada por todos os ensinamentos que o senhor nos proporciona .
Que Deus derrame chuvas de bençãos na sua vida.
Bons conselhos
Triste essa situação mencionada e que é de fato a realidade: Vivemos em um mundo doente por falta de Deus…
Como sempre, Pe. Max, sua avaliação do estado atual das coisas e do cotidiano contemporâneo é muito pertinente. Precisamos mesmo nos reconciliar com a nossa espiritualidade mais essencial; aquela que brota da Verdade e produz o fruto do amor ao próximo. E que gera a justiça, a tolerância, e que nos dá o sentido real da vida: aquele sentido primordial vivido pelos sobreviventes dos campos de concentração e que foi relatado por Viktor E. FRANKL. Esses sobreviventes sofreram absurdamente, mas alguns, dentre todos os horrores daquele evento, viveram a verdadeira espiritualidade. Demonstraram empatia. Desapegaram-se da suas próprias necessidades em favor do outro. Agradeço, Pe. Max, porquê por meio do seu texto o senhor suscitou em mim essa reflexão. E acredito que sucitará em outros.
A amizade é um dom de Deus. Somos felizes por ter sua amizade padre Max e seus ensinamentos com a direção espiritual. Deus o abençoe sempre.
Mto bom o texto! Excelente reflexão!
Aa