Manual de boas práticas corporativas #3

Discordando sem contrariar

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Você já deveria estar ciente e resignado com o fato de que a dinâmica hierárquica dentro de uma empresa está diretamente ligada a networkings cheios de inteligências emocionais, mantendo-se a uma distância razoável de conceitos menos abstratos como habilidades, conhecimentos e experiências.

Resumindo: a vida é dura, Olegário.

Independente disso, aliás, você deveria considerar sempre estar de acordo. Nada, eu enfatizo, nada é mais saudável do que simplesmente manter-se de acordo. A lição Nº1 deste manual trouxe dicas importantes sobre esse assunto. Não, claro que não é apatia, Olegário. É Sinergia. É pensar junto! É buscar os mesmos objetivos!!!

É. Mas a gente sabe que é difícil. Quem dera fosse simples assim, né? “Toda vez que falta luz, o invisível nos salta aos olhos”, diria o Pequeno Príncipe. E aí não dá pra ficar quieto diante das escuridões, dá?

Tem contexto?

Eu não sei como isso funcionava na época de “Dona Mercedes, onde estão meus relatórios?”. A verdade é que o Ctrl+C e Ctrl+V da geração anterior matou os relatórios nas empresas. De repente, além de ninguém ler, ninguém também escrevia e, então, alguém cheio de boas intenções resolveu transformar tudo em números.

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Depois colocou os números em gráficos e ficou uma beleza ver aquele sobe e desce mês a mês. Dá um sensação boa de controle e tudo que um gestor quer na vida é uma sensação boa de controle. E é por isso que irrita tanto quando um Olegário qualquer chega querendo palpitar nesses assuntos. “Seu salário cai todo dia 5, tá reclamando de quê?”

De volta ao assunto

Por isso que pra sobreviver nesse ecossistema selvagem é preciso aprender a discordar.

Veja: a atual situação não está errada nem a estratégia é uma bosta ou inútil: simplesmente a realidade pode ser vista por outra perspectiva. O direcionamento sugerido não é ridiculamente contrário à meta estipulada: você apenas acredita na necessidade de repensar a estratégia a fim de otimizar a produtividade do time.

A dificuldade aqui talvez seja equilibrar a quantidade de café – assunto da lição nº 02 – de modo a não ser necessário elevar o tom da voz nem subir na mesa pra se fazer entendido.

 

Luiz Gustavo é cronista. Como não conseguiu pagar as contas fazendo isso, trabalha também. Com atividades extras, porque as contas são muitas. Mora com a família em Elói Mendes/MG, onde cultiva uma horta nos finais de semana, joga videogame com frequência e mantém uma rede na garagem. Raramente tem tempo pra escrever alguma coisa.

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