Como descartar um indesejável

"Colaborador do blogdomadeira JB Tatu."

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Às vezes a mulher precisa de usar de artifícios e de artimanhas para se livrar de algum homem indesejável que fica o dia todo tentando uma aproximação física mais ousada.

Stevinalda, uma dona de loja, foi obrigada a usar uma estratégia diferente que deu certo. O pretendente, nunca mais foi visto pela moça; o que ela fez?

Stevinalda, dona de uma loja na cidade chamava a atenção por sua beleza. Além de bonita, era inteligente; sozinha mantinha seu comércio com bons lucros.

Stevinalda de pele morena tão macia quanto o veludo, os olhos maravilhosamente amendoados e, tão negros cintilantes quanto os cabelos lisos e sedosos. As feições delicadas, o nariz reto e altivo, o andar lento e passadas longas. De boa estatura, suas palavras eram invariavelmente proferidas com tal amabilidade e autoridade que encantava a quem  as ouvia.

Resendovalino era um deles; ficava o dia todo a seu lado bajulando e atrapalhando em sua loja. 

Resendovalino solteirão, passando dos 50. Bem de situação; a conta bancária era respeitada. Com um defeito muito grande: “agarrado ao dinheiro”. Sem amigos e sem uma mulher para conversar; assim é o homem até os dias de hoje. Tinha uma paixão violenta por Stevinalda; só que essa paixão só existia da parte dele. Para ela, era só um incomodo que só acabava quando fechava a loja, ou quando seu irmão ia buscá-la. Ficava livre do indesejável aos domingos e feriados quando ela não saia de casa.

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A coitada não sabia o que fazer para se ver livre daquele incomodo. Pensava e repensava como afastar de vez aquele homem inconveniente.

Ela era muito educada, não tinha coragem para tomar uma atitude mais enérgica para não magoar seu pretendente. Dias depois, alguém aconselhou pedir-lhe dinheiro emprestado por algum motivo qualquer, pois tinha certeza que ele não iria emprestar, porque  mesmo apaixonado iria inventar alguma desculpa e não arrumaria o dinheiro devido a sua avareza.

Stevinalda colocou a ideia na cabeça e, colocou em prática. Numa segunda-feira, quando ele chegou à loja, ela estava desanimada e com um monte de papel a sua frente. Encabulado, o indesejável perguntou o motivo de sua preocupação? Daí a resposta: disse a ele que apesar das boas vendas, e de muitos calotes de alguns clientes, estava endividada até o pescoço. Só sairia daquele aperto se ele pudesse arrumar um empréstimo para saldar seus compromissos.

O plano deu tão certo, mas tão certo, que Resendovalino deu uma desculpa qualquer, saiu de fininho e nunca mais passou na rua da loja.

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Steivanilda se viu livre daquele incomodo para sempre. Ufa.

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