Um fato curioso e ao mesmo tempo dramático para um cidadão, que em um processo de separação passou alguns bens para um amigo para que a mulher não pudesse reclamar na Justiça a sua parte em caso de separação. Adivinhe o que aconteceu?
Adormencino era um pequeno comerciante, e sempre que podia fazia alguns negócios com carros, terrenos e até pequenas chácaras. Com a comissão recebida, ia guardando dentro de um cofre camuflado em seu estabelecimento. Nem mulher; a sogra, o vizinho, o cachorro e nem mesmo o papagaio sabiam do dinheiro escondido.
Casado com uma mulher mais velha que ele; foi ela quem colocou o dinheiro para que Adormercino pudesse abrir o seu negócio e, até um pouco de grana para pequenas transações com bicicletas e televisores.
O tempo foi passando, os dias correndo às mil maravilhas para ele; muitos negócios apareciam para Adomercino, porque além de muito comunicativo era de confiança. Com um detalhe: “econômico ao extremo”
Não tinha muito luxo em casa, para guardar o dinheiro. “Segundo diziam, que quando o cofre foi inventado, ele estava presente, e quando inventaram as compras, Adomercino estava dentro do cofre trancado.”
Ultimamente começou a frequentar o seu estabelecimento, uma cliente desconhecida, havia chegada à cidade poucos dias antes. Era Gardinalda, morena alta, corpo bem proporcionado e um rosto com feições perfeitas, onde apareciam os olhos negros rasgados de expressão altiva. Esses detalhes deixaram o homem extasiado. Passou a olhá-la com certo interesse, ela também correspondia.
Com o tempo, os dois começaram um romance escondido. Até que um dia Adormecino que já estava totalmente apaixonado, pediu desquite de sua esposa. Foi um choque para a mulher que não suspeitava de nada do que acontecia com o marido. Depois de muita conversa e com a intromissão da família dela, acabou concordando.
Até que o processo do desquite saísse, e com medo da esposa descobrir o dinheiro que estava guardado no cofre e, que não era pouco, comprou às escondidas em nome de um amigo do peito, dois terrenos em um bairro nobre da cidade.
Pobre Adormecindo. Faltando pouco para a separação ser oficializada, o amigo morreu. Ficou desesperado e quase ficou louco.
A viúva que sabia da transação, herdou dois excelentes lotes, ficou quieta em seu canto esperando os acontecimentos.
Adormecino fez de tudo para reaver os imóveis. Não conseguiu. Propôs até uma parte para convencer a viúva. Sem sucesso.
Recebeu o castigo que mereceu. A morena, sabendo do que estava acontecendo, pegou todo o dinheiro que ele tinha e se mandou.
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Jornalista profissional (formado em Comunicação Social e Direito), radialista e cerimonialista. Escreve sobre política desde 1993. Fundador do Jornal Folha de Varginha e Blog do Madeira. Servidor municipal. Comendador do Mérito Legislativo de Minas Gerais. Diretor de Comunicação da ACIV (Associação Comercial de Varginha) e vice-presidente da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas de Varginha). Foi membro da Academia Varginhense de Letras. Diretor da Abraço e do Voluntariado Vida Viva. Comentarista político da Rádio Clube de Varginha (99,3 FM). Organizador do livro “Narrativas de Nico Vidal”. Autor do livro “Causos da Política (acontecidos em Varginha)”. Apresenta o Blog ao Vivo e o Podcast Varginha em 1 minuto ou mais. Cozinha pra família nos finais de semana (às vezes fica bom). Cruzeirense.
























