O atraso de fala acontece quando uma criança não apresenta o desenvolvimento da fala de modo esperado para uma determinada fase da vida. O atraso de fala pode acontecer por falta de estímulos adequados e também nos casos de Transtorno do Espectro Autista (TEA). Por isso, é importante identificar os sinais que indicam o atraso na fala em casos de TEA, dos quais podem ser: a criança não responde de forma imediata aos pais ou cuidadores, não aponta objetos ou pessoas, apresenta um desenvolvimento mais lento da linguagem (a criança pode começar a balbuciar durante o primeiro ano e depois parar completamente), pode apresentar repetição de palavras e frases, pode na fala usar palavras isoladas (fora de contexto) e usar palavras que só têm significado para a criança.
Nos casos de atraso de fala, a estimulação é um ponto crucial, afinal, as crianças aprendem ouvindo. Por isso, ao serem pouco estimulados, consequentemente haverá um desenvolvimento mais lento, ainda que a cognição e a audição estejam em pleno funcionamento. Os estímulos são muito importantes para que o bebê comece a falar, pois é assim que ele adquire o modelo e a confiança para o seu desenvolvimento.
A estimulação cognitiva favorece benefícios para o desenvolvimento da criança. Para isso, são utilizadas algumas atividades e tarefas lúdicas, que consigam manter o foco e atenção do paciente durante o tratamento. Em alguns casos de TEA, a criança não possui atenção e foco bem definidos. Com isso, seus processos de alfabetização e aprendizado não se desenvolvem. E é neste momento que entra o trabalho da estimulação cognitiva. Com acompanhamento constante, encontram-se os melhores caminhos a serem seguidos. A estimulação cognitiva é fundamental pois está totalmente ligada a algumas capacidades e habilidades do ser humano. De início, habilidades relacionadas à atenção e concentração são possíveis de serem trabalhadas em pacientes com TEA.
Na estimulação cognitiva está inserida todas as atividades que permitem estimular, desenvolver, melhorar e manter as funções cognitivas das crianças.
É importante ressaltar que, atrasos de fala não caracterizam, necessariamente, TEA, mas podem ser indicadores do transtorno. É importante identificar as causas do atraso de fala. O atraso de fala é um dos indicadores do autismo, mas não é o único a ser considerado, temos que levar em consideração a dificuldade de utilizar gestos e expressões na comunicação e ainda, como que num processo de autoestimulação, usar sons e palavras repetidas.
Todo atraso do desenvolvimento merece ser tratado, independente de já haver um diagnóstico ou de ser apenas uma falta de estímulo.
Mayara Paula Lajara – Psicóloga no Núcleo de Atenção à Saúde da Unimed
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Jornalista profissional (formado em Comunicação Social e Direito), radialista e cerimonialista. Escreve sobre política desde 1993. Fundador do Jornal Folha de Varginha e Blog do Madeira. Servidor municipal. Comendador do Mérito Legislativo de Minas Gerais. Diretor de Comunicação da ACIV (Associação Comercial de Varginha) e vice-presidente da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas de Varginha). Foi membro da Academia Varginhense de Letras. Diretor da Abraço e do Voluntariado Vida Viva. Comentarista político da Rádio Clube de Varginha (99,3 FM). Organizador do livro “Narrativas de Nico Vidal”. Autor do livro “Causos da Política (acontecidos em Varginha)”. Apresenta o Blog ao Vivo e o Podcast Varginha em 1 minuto ou mais. Cozinha pra família nos finais de semana (às vezes fica bom). Cruzeirense.



























