A perigosa tentativa de retorno da censura

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Foram 21 anos de vigilância extrema. O cidadão ficou cerceado do mínimo que ele pode querer: dar sua opinião.

Há alguns meses, antes do atual processo eleitoral, o Supremo Tribunal Eleitoral já começou a agir sem ser provocado.

Por si só, o STE não deveria tomar a iniciativa de proibir qualquer pessoa de exercer seu direito de expressão. Deveria ser provocado por parte considerada ofendida. Ou pelo Ministério Público.

E a principal ação ocorreu esta semana: o órgão impede a emissora Jovem Pan de continuar com sua abordagem a respeito do ex-presidente e candidato petista Luiz Inácio Lula da Silva.

Se os jornalistas criticarem o candidato, levam multa de 25 mil reais (o profissional e a emissora).

O presidente do STE, ministro Alexandre de Moraes proibiu os jornalistas daquela emissora de dizer que Lula é ex-presidiário, mentiroso e que foi condenado.

Lula esteve preso. É ex-presidiário.

Foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro (o processo foi anulado por erro processual, o que não tira o mérito da sentença).

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Agora, se mente, fica a critério do leitor.

Até o ET de Varginha sabe que a Jovem Pan dedica boa parte de sua grade jornalística a criticar Lula.

Mas, independendo de eventuais excessos da emissora, caberia primeiro ao candidato petista reclamar seus direitos.

Para então a justiça decidir se a rádio deveria lhe conceder alguma forma de retratação.

Em vez disso, mais uma vez o TSE se antecipa ao fato.

Isso tem nome: censura.

Coloca em risco o princípio da liberdade de imprensa.

O princípio da liberdade de expressão, cláusula pétrea prevista na Constituição, e que não pode ser modificada.

O que mais envergonha é o silêncio dos jornalistas e veículos de comunicação.

A censura do STE já saiu da masmorra.

Ganhou as ruas e o pessoal não reclamou.

Começou a descer o morro.

Tem que parar, senão ninguém segura.

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  1. Interessante mencionar a Síndrome de Estocolmo, fazia tempo que não ouvia alguém mencionar isso. Considerando o péssimo resultado das políticas públicas utilizadas nas tentativas de conter o avanço da pandemia, o que resultou, se não me engano, em mais de 600 mil mortes. Considerando também que desde a época do Temer deram maior (des)autonomia para a Petrobrás para alimentar o “Auxílio investidor estrangeiro”, tirando boa parte do que poderia ser utilizado em benefício da população. Considerando também a “uberização”, advogados, engenheiros e outras profissões regulamentadas que partiram para sub-empregos para sobreviverem. Considerando também aquela característica marcante do atual governo, a de descontextualizar fatos históricos (E atuais também), para justificar suas próprias ideias (Inclusive sugiro que leiam 1984, de George Orwell, a ‘direita’ se utiliza muito do duplipensamento no Brasil). Considerando também que atualmente está mais evidente as táticas de se utilizar símbolos de domínio público dando um resignficado a ele (Tal qual o bigodinho alemão fez com a suástica), a inserção errônea de religião em meio político (Brasil é Laico, ou pelo menos deveria ser), a propagação da ideia de um padrão de família a ser seguido (impressionante como essas coisas se assemelham aos movimentos de Mussolini e posteriores extremistas)… Enfim, tudo isso eu poderia considerar dentro do argumento de que se trata de um tipo de S. de Estocolmo, mas não é bem assim. Bolsonarismo virou uma religião, onde nega-se fatos para a aceitação cega de um ideal, ideal esse que alimenta uma necessidade primitiva de boa parte dos bolsonaristas: a de oprimir verbalmente (E agora partindo para o físico em alguns casos), qualquer pessoa que fuja desse padrão, considerado-as Hereges.

  2. Só sei que o único jeito de propagar fake news é dizer que o 9Dedos é honesto; Que nunca esquema participou de nenhum esquema de corrupção; Que nenhum de seus ex-ministros foi parar na cadeia; Que ele mesmo nunca esteve preso…
    Ora gente, o golpe tá aeee e só cai quem quer!!! Como pode um sujeito ser execrado em rede nacional por outros candidatos e repentinamente receber apoio dos mesmos para o segundo turno? Quem é o sem vergonha? O ofendido ou quem ofendeu? Ou é só mais um entre tantos outros casos de pilantragem?
    Como pode alguém que vive cercado do que há de pior (salteadores dos cofres públicos, ditadores, assassinos, chefes de facções) ainda ser opção?
    Como pode alguém que: Prega que aborto deveria ser visto como caso de saúde pública e declara estar cansado de ver jovens assaltantes serem presos pela polícia e justificar que o roubam celulares para tomar cerveja?
    Que diabos é isso? Síndrome de Estocolmo? Ou falta de vergonha na cara de quem enxerga isso como opção?

  3. Fico com pé atrás em relação ao “mérito”. Não houve imparcialidade. Ademais, o ex-juiz está do lado do atual presidente, fato esse muito bem visto num debate aí. Ignorar esse fato é ser politicamente inocente demais.

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