Dizem que, quando um governo tem recursos suficientes, o mandato é ainda mais difícil. Afinal, não se pode alegar a falta de recursos para culpar uma eventual má administração.
É preciso entregar obras, a principal propaganda para o eleitor analisar o governo.
“Fazer” obras é relativamente fácil. Abre-se um processo licitatório, contrata-se a empreiteira e enfrenta-se os problemas burocráticos (recursos dos outros licitantes, ou a própria vencedora não tem lastro suficiente para concluir a missão).
Aí é pegar o imposto do contribuinte e pagar a empresa.
Mas não basta: é preciso manter o pagamento de fornecedores e do funcionalismo em dia, agrados como bônus ao final do ano, cortar o mato das praças, manter as ruas limpas.
No final das contas, não é preciso inventar nada mirabolante. A população quer médico, remédio e exame no postinho.
Além desses serviços que devem ser prestados corretamente -afinal, recurso existe-, o futuro prefeito Leonardo Ciacci tem uma missão hercúlea. O atual prefeito Vérdi também teve essa pedra no sapato. Evitar brigas dentro do próprio time.
Dizem que, quando um político vence a eleição, ele tem dois momentos de satisfação plena. Primeiro, quando tira férias antes de assumir o governo. E, depois, quando entrega o poder ao sucessor.
Não está sendo diferente para Ciacci. Apesar das ligações dos puxa-sacos querendo uma boquinha, gente querendo tirar foto ao lado dele, fofoqueiros falando mal dos colegas servidores para tentar subir nas costas alheias, ele manteve a agenda de vice-prefeito.
Participou de praticamente todos os eventos. Formaturas, comemorações e, agora, inaugurações. Na maior parte ao lado do prefeito Vérdi, como recomenda o protocolo. Na outra parte, com os candidatos a aspone.
Ciacci não é mais vereador, nem secretário ou vice. Cabe a ele, agora, o peso de dizer sim ou não. De ter paciência para explicar a todo eleitor que o abordar na rua, que a lei não permite que ele atenda seu pedido.
E aí começa aquela que talvez será a mais árdua missão do político experiente que, pela primeira vez será prefeito fulltime.
Antes mesmo do governo começar, ele precisa escolher o novo secretariado. Ouvir os aliados, sejam partidos políticos ou empresários.
Todo governo precisa de uma figura competente para arrecadar. Uma segunda, para garantir segurança jurídica. E uma terceira para dizer não.
Agora vem a parte mais difícil: escolher quem continua -do time que está há 4 anos com ele. E quem sai.
Em seus discursos, Ciacci pediu a Deus que o ajude a diferenciar o que pode (e deve) do que não pode fazer. Evitar o continuísmo e priorizar a continuidade, o que deu certo.
Quanto ao Legislativo, Ciacci fez, até o momento, cabelo, barba e bigode. Dez dos 15 são situação. Até o momento. Vamos ver o que o pessoal lá de Brasília vai oferecer para mudarem de lado. È essa a missão deles.
Boa sorte e Feliz Ano Novo!

Jornalista profissional (formado em Comunicação Social e Direito), radialista e cerimonialista. Escreve sobre política desde 1993. Fundador do Jornal Folha de Varginha e Blog do Madeira. Servidor municipal. Comendador do Mérito Legislativo de Minas Gerais. Diretor de Comunicação da ACIV (Associação Comercial de Varginha) e vice-presidente da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas de Varginha). Foi membro da Academia Varginhense de Letras. Diretor da Abraço e do Voluntariado Vida Viva. Comentarista político da Rádio Clube de Varginha (99,3 FM). Organizador do livro “Narrativas de Nico Vidal”. Autor do livro “Causos da Política (acontecidos em Varginha)”. Apresenta o Blog ao Vivo e o Podcast Varginha em 1 minuto ou mais. Cozinha pra família nos finais de semana (às vezes fica bom). Cruzeirense.


























Uma resposta
Não o Sr. Prefeito pode falar. E deve.
Agora o Ciacci não deve é parar de cumprimentar a todos. Foi assim que ele chegou lá.