Varginha 2025: o desafio da continuação sem continuísmo

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Dizem que, quando um governo tem recursos suficientes, o mandato é ainda mais difícil. Afinal, não se pode alegar a falta de recursos para culpar uma eventual má administração.

É preciso entregar obras, a principal propaganda para o eleitor analisar o governo.

“Fazer” obras é relativamente fácil. Abre-se um processo licitatório, contrata-se a empreiteira e enfrenta-se os problemas burocráticos (recursos dos outros licitantes, ou a própria vencedora não tem lastro suficiente para concluir a missão).

Aí é pegar o imposto do contribuinte e pagar a empresa.

Mas não basta: é preciso manter o pagamento de fornecedores e do funcionalismo em dia, agrados como bônus ao final do ano, cortar o mato das praças, manter as ruas limpas.

No final das contas, não é preciso inventar nada mirabolante. A população quer médico, remédio e exame no postinho.

Além desses serviços que devem ser prestados corretamente -afinal, recurso existe-, o futuro prefeito Leonardo Ciacci tem uma missão hercúlea. O atual prefeito Vérdi também teve essa pedra no sapato. Evitar brigas dentro do próprio time.

Dizem que, quando um político vence a eleição, ele tem dois momentos de satisfação plena. Primeiro, quando tira férias antes de assumir o governo. E, depois, quando entrega o poder ao sucessor.

Não está sendo diferente para Ciacci. Apesar das ligações dos puxa-sacos querendo uma boquinha, gente querendo tirar foto ao lado dele, fofoqueiros falando mal dos colegas servidores para tentar subir nas costas alheias, ele manteve a agenda de vice-prefeito.

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Participou de praticamente todos os eventos. Formaturas, comemorações e, agora, inaugurações. Na maior parte ao lado do prefeito Vérdi, como recomenda o protocolo. Na outra parte, com os candidatos a aspone.

Ciacci não é mais vereador, nem secretário ou vice. Cabe a ele, agora, o peso de dizer sim ou não. De ter paciência para explicar a todo eleitor que o abordar na rua, que a lei não permite que ele atenda seu pedido.

E aí começa aquela que talvez será a mais árdua missão do político experiente que, pela primeira vez será prefeito fulltime.

Antes mesmo do governo começar, ele precisa escolher o novo secretariado. Ouvir os aliados, sejam partidos políticos ou empresários.

Todo governo precisa de uma figura competente para arrecadar. Uma segunda, para garantir segurança jurídica. E uma terceira para dizer não.

Agora vem a parte mais difícil: escolher quem continua -do time que está há 4 anos com ele. E quem sai.

Em seus discursos, Ciacci pediu a Deus que o ajude a diferenciar o que pode (e deve) do que não pode fazer. Evitar o continuísmo e priorizar a continuidade, o que deu certo.

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Quanto ao Legislativo, Ciacci fez, até o momento, cabelo, barba e bigode. Dez dos 15 são situação. Até o momento. Vamos ver o que o pessoal lá de Brasília vai oferecer para mudarem de lado. È essa a missão deles.

Boa sorte e Feliz Ano Novo!

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