Antes de tudo tem o seguinte: se não tem café disponível aí o dia inteiro, o fato é que você está trabalhando no lugar errado. E daí que você nem gosta de café, Juvenal? Só senta e escuta o que eu estou te falando. Não é um bom lugar. Ponto.
Só é possível se desempenhar um bom trabalho quando devidamente calibrado com uma boa dose de café. E é tão sério isso que no trabalho se aceita até café ruim. Aquele que em casa você nem chegaria perto, no ambiente corporativo, às vezes, é o único ânimo que você vai obter em determinadas segundas-feiras.
Você nunca pensou nisso antes porque nunca quis desempenhar um bom trabalho, né, Juvenal?
Mas até mesmo este momento trivial do dia a dia tem as suas pegadinhas. É preciso cuidado.
A primeira dica é: aproveite os momentos chave. Tipo, não vale encher a xícara antes de apertar o botão de ligar o computador, por exemplo. Vacilo clássico. Antes, ajeita a cadeira, reposiciona o mouse. Entendeu?
Então valorize as pequenas pausas: foi chamado em outra sala? Complete a xícara.
Vai no banheiro? Pára ali na volta.
Pratique. Com o tempo você vai aprendendo a descartar o restinho frio e ter sempre um
café fresco na xícara.
Valorize o convívio fraterno. Está tudo bem se o Januário traz a caneca Stanley dele e acaba com a garrafa de café antes das oito e quinze da manhã. Respira tranquilo e sai buscando em outras salas. Tem sempre um Juvenal em algum lugar que vai deixar sobrar um cafezinho pra você.
Mas como se aplicam os conceitos de eficiência e eficácia?
Bem, respeitadas as necessidades particulares de cada pessoa no que tange à quantidade e frequência do café, podemos considerar que você foi eficiente se conseguiu tomar tantas xícaras quanto foi planejado.
Agora, se além disso você ainda foi capaz de fazer o seu trabalho, aí, meus parabéns, você foi eficaz também.
Luiz Gustavo é cronista. Como não conseguiu pagar as contas fazendo isso, trabalha também.
Com atividades extras, porque as contas são muitas. Mora com a família em Elói Mendes/MG,
onde cultiva uma horta nos finais de semana, joga videogame com frequência e mantém uma
rede na garagem. Raramente tem tempo pra escrever alguma coisa.

Jornalista profissional (formado em Comunicação Social e Direito), radialista e cerimonialista. Escreve sobre política desde 1993. Fundador do Jornal Folha de Varginha e Blog do Madeira. Servidor municipal. Comendador do Mérito Legislativo de Minas Gerais. Diretor de Comunicação da ACIV (Associação Comercial de Varginha) e vice-presidente da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas de Varginha). Foi membro da Academia Varginhense de Letras. Diretor da Abraço e do Voluntariado Vida Viva. Comentarista político da Rádio Clube de Varginha (99,3 FM). Organizador do livro “Narrativas de Nico Vidal”. Autor do livro “Causos da Política (acontecidos em Varginha)”. Apresenta o Blog ao Vivo e o Podcast Varginha em 1 minuto ou mais. Cozinha pra família nos finais de semana (às vezes fica bom). Cruzeirense.



























