A Fundação Cultural oficializou o registro de 26 casas religiosas de matriz africana e afro-brasileira para preservar a memória e a identidade local
A Prefeitura de Varginha, por meio da Fundação Cultural, oficializou o reconhecimento dos terreiros de religiões de matriz africana e afro-brasileira como patrimônio cultural imaterial do município na última quinta-feira (21/05). A cerimônia “Terreiros de Varginha: Ancestralidade e Território” ocorreu no Museu Municipal e marcou também o lançamento de um dossiê temático. O evento integrou a programação da 24ª Semana Nacional de Museus, promovida pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), com o objetivo de salvaguardar a memória, a resistência e a produção cultural desses espaços.
Certificação e lançamento de dossiê de pesquisa
Durante a solenidade, as autoridades municipais entregaram os Certificados de Patrimônio Cultural às casas inscritas nas categorias “Lugares” e “Formas de Expressão”. O ato formalizou os terreiros varginhenses como referências de fé, acolhimento e preservação de saberes ancestrais. O evento contou com a participação de lideranças religiosas, pesquisadores, comunidade e de Adriano Maximiano, ativista da causa e ex-diretor de Proteção e Memória do IEPHA-MG.
A elaboração do dossiê “Terreiros de Varginha: Lugares de Fé, Identidade e Ancestralidade” ficou sob a responsabilidade da equipe da AME Cultura, composta pelas pesquisadoras Cristiane Maria Magalhães, Jaíne Diniz e Aléxias Mendonça de Almeida, com cartografia desenvolvida por Lorrana Negretti. O trabalho técnico também recebeu o suporte da arquiteta Danielle Guimarães, integrante da Fundação Cultural de Varginha.
Apresentações culturais e registro oficial
A programação festiva reuniu manifestações tradicionais das religiões de matriz africana, apresentações artísticas e uma roda de conversa entre as lideranças religiosas sobre identidade e pertencimento. O reconhecimento definitivo foi registrado nos Livros das Formas de Expressão e dos Lugares do município. O documento com a pesquisa completa está disponível para acesso gratuito no site oficial da Fundação Cultural de Varginha.
Ao todo, 26 terreiros e templos foram certificados na cerimônia, incluindo a Associação Centro Espírita Casa da Luz e Casa Caboclo Guaraci, Casa Aldeia Caboclo Guarajara Juremeiro, Casa da Mãe Sioneida de Xangô, Casa de Umbanda Ogum Sete Espadas, Casa de Umbanda Vô Bento de Aruanda, Centro Espírita Caboclo Pena Branca, Centro Espírita de Umbanda Caboclo Gira Mundo, Centro Espírita São Francisco de Assis (Colina de Kitembu), Ilê Asé Ewê Omí Agué (Casa de Ossayn), Ilé Asé Odé Dòlá, Ilê Ashe Locy Ofa Odonirã (Abassá de Logun Edé), Ilê Axé Oni Omi, Ilê Axé Oya Izo Ina, Ilê Egbé Omo Odé Odara, Templo de Umbanda Águas de Oxalá, Templo de Umbanda Estrela Guia, Templo Espírita Caboclo Urubatã, Templo Pai Joaquim do Cruzeiro das Almas, Templo Umbandista Trabalhadores de Ogum, Iansã e Pai José das Almas (TUTOIP), Tenda de Caridade Cabocla Jandira e Cabocla Arranca Toco, Tenda Espírita Caboclo Mata Virgem Pai Joaquim de Aruanda, Tenda Espírita Caboclo Sete Flechas, Tenda Espírita de Umbanda Caboclo Sete Flechas, Tenda Espírita Luz de Ogum, Tenda Rainha Cigana e o Terreiro de Umbanda Caboclo Tupinambá.
Foto: Divulgação Prefeitura de Varginha
Alisson Marques é natural de Varginha. Graduado em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pelo Grupo Unis. Já trabalhou em outros portais de comunicação de Varginha e região. Possui experiência em webjornalismo, assessoria de imprensa e comunicação, rádio e TV.


























