Empresários do setor de alimentação fora do lar encerraram 2025 com expectativas positivas para 2026. No Sul de Minas, o cenário de otimismo é reforçado pelo turismo diversificado, calendário favorável de feriados prolongados e grandes eventos, fatores que devem impulsionar o movimento em bares e restaurantes ao longo do ano.
Pesquisas nacionais apontam confiança do empresariado
Levantamentos da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) e da Fundação Getulio Vargas (FGV) indicam convergência nas projeções de crescimento para 2026.
A pesquisa de conjuntura da Abrasel, divulgada em dezembro, mostra que 69% dos estabelecimentos esperam faturar mais no primeiro trimestre de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025. Já o Índice de Confiança Empresarial (ICE) da FGV avançou 0,3 ponto em dezembro, puxado principalmente pelo Índice de Expectativas Empresariais, que subiu 0,7 ponto.
Apesar do ambiente mais favorável, o Índice de Situação Atual Empresarial da FGV recuou 0,1 ponto, indicando que desafios estruturais ainda persistem no setor.
Custos seguem pressionando bares e restaurantes
Entre os principais pontos de atenção está a pressão de custos. Segundo a Abrasel, 32% dos empresários não conseguiram repassar a inflação aos preços dos cardápios nos últimos 12 meses.
Para Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel, 2026 reúne fatores importantes para a recuperação das margens.
“Temos um calendário com muitos feriados em dias úteis, além da Copa do Mundo e das eleições, que devem movimentar a economia e fortalecer o setor”, afirmou.
Sul de Minas aposta no turismo e em eventos
No Sul de Minas, o presidente da Abrasel regional, do SEHAV e da ACIV, André Yuki, destaca que a região reúne condições diferenciadas.
“Muitos empresários já relatam aumento no fluxo de clientes e maior estabilidade financeira. Entramos em 2026 com um ambiente de maior confiança e perspectivas reais de crescimento”, afirmou.
Ele ressalta, porém, que desafios permanecem, como a falta de mão de obra qualificada, o aumento das exigências regulatórias e a carga tributária elevada, que pressionam os custos e exigem planejamento rigoroso.
Segundo Yuki, os feriados prolongados e os jogos da Copa do Mundo tendem a impactar positivamente bares, restaurantes e estabelecimentos de lazer, especialmente em regiões com forte vocação turística.
Destinos consolidados fortalecem a economia regional
A diretora executiva da Abrasel no Sul de Minas e do SEHAV, Ana Luísa Alves, avalia que a combinação entre turismo forte, feriados e grandes eventos esportivos terá impacto direto no faturamento do setor.
A região reúne destinos consolidados como Circuito das Águas, Poços de Caldas, Camanducaia e Monte Verde, referências nacionais em turismo de montanha, clima e gastronomia.
Cidades banhadas pelo Lago de Furnas ampliam a oferta com turismo náutico, lazer e experiências no interior mineiro.
Datas especiais devem aquecer o consumo
O calendário de 2026 também é considerado um aliado do setor. Além do feriado de 1º de janeiro, o ano terá nove feriados nacionais e dez pontos facultativos, muitos deles caindo em segundas ou sextas-feiras, prolongando os finais de semana.
Os jogos do Brasil na Copa do Mundo devem impulsionar ainda mais o movimento. Segundo Daniel Borges, líder de marketing da Abrasel, feriados e datas comemorativas invertem a lógica da concorrência.
“Em datas especiais, o cliente está procurando onde ir. Quem se planeja, comunica bem e oferece uma experiência diferenciada sai na frente”, afirmou.
Datas como Dia dos Namorados, Dia das Mães e Dia dos Pais também devem concentrar alto volume de reservas e consumo.
Inflação: reajustes representam recomposição de preços
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o IPCA fechou 2025 com alta acumulada de 4,26%. No setor de alimentação fora do lar, a variação anual foi de 6,97%, acima do índice geral.
No entanto, entre 2020 e 2025, a alimentação fora do lar acumulou alta de 44,05%, abaixo da inflação de alimentos e bebidas e da alimentação no domicílio. O item refeição subiu 35,63% no período, menos que o índice geral.
Segundo Solmucci, os reajustes recentes refletem recomposição de margens após anos de custos crescentes e impactos da pandemia.
“O setor busca equilíbrio para manter empregos e qualidade de serviço”, afirmou.
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Jornalista profissional (formado em Comunicação Social e Direito), radialista e cerimonialista. Escreve sobre política desde 1993. Fundador do Jornal Folha de Varginha e Blog do Madeira. Servidor municipal. Comendador do Mérito Legislativo de Minas Gerais. Diretor de Comunicação da ACIV (Associação Comercial de Varginha) e vice-presidente da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas de Varginha). Foi membro da Academia Varginhense de Letras. Diretor da Abraço e do Voluntariado Vida Viva. Comentarista político da Rádio Clube de Varginha (99,3 FM). Organizador do livro “Narrativas de Nico Vidal”. Autor do livro “Causos da Política (acontecidos em Varginha)”. Apresenta o Blog ao Vivo e o Podcast Varginha em 1 minuto ou mais. Cozinha pra família nos finais de semana (às vezes fica bom). Cruzeirense.




























