Projeto do Corredor Minas-Rio avança após aprovação da ANTT e segue para análise do Tribunal de Contas da União
O projeto de interligação ferroviária entre Varginha e o Porto de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, avançou para uma nova etapa regulatória. O anúncio foi realizado pelo prefeito Leonardo Ciacci. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aprovou o primeiro chamamento público para a exploração da infraestrutura do Corredor Minas-Rio, encaminhando o processo para análise do Tribunal de Contas da União (TCU). A iniciativa visa fortalecer o comércio exterior da região, conectando o porto seco local diretamente ao complexo portuário marítimo fluminense.
A viabilização do corredor logístico foi dividida em dois lotes estratégicos para atrair investidores e garantir a eficiência do transporte. O primeiro lote possui 625,8 km de extensão, conectando Iguatama, no Centro-Oeste mineiro, a Barra Mansa (RJ), trecho que inclui o ramal ferroviário fundamental entre Varginha e Lavras. Já o segundo lote compreende 107 km localizados no estado do Rio de Janeiro, unindo Barra Mansa ao porto de Angra dos Reis, o que assegura o acesso definitivo à costa brasileira.
Segundo a prefeitura de Varginha, o projeto foi estruturado prioritariamente para atender à demanda de transporte de cargas minerais e agrícolas na região Sudeste. Segundo o cronograma oficial, o modelo de operação que está sob avaliação do TCU servirá como padrão para os demais chamamentos públicos que envolvem esses trechos ferroviários. A integração logística é vista como uma solução para otimizar o escoamento da produção regional de forma competitiva.
Impactos econômicos e parcerias
De acordo com o prefeito Leonardo Ciacci, a conexão ferroviária fortalece o potencial exportador de Varginha ao integrar diferentes modalidades de transporte. A administração municipal destacou que a conquista é fruto de um trabalho conjunto entre a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, a Federação do Comércio, Serviços e Turismo de Minas Gerais (Fecomércio) e o Porto Seco. O objetivo central é criar um sistema complementar que traga agilidade às operações de comércio exterior.
A expectativa é que a operacionalização dessa malha resulte em benefícios diretos para a economia local, como a geração de novos postos de trabalho e o aumento da competitividade industrial e agrícola. Leonardo Ciacci enfatizou que o avanço nas exportações e importações consolidará Varginha como um polo logístico estratégico no Sul de Minas, impulsionado pela facilidade de acesso aos terminais marítimos de grande porte.
Alisson Marques é natural de Varginha. Graduado em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pelo Grupo Unis. Já trabalhou em outros portais de comunicação de Varginha e região. Possui experiência em webjornalismo, assessoria de imprensa e comunicação, rádio e TV.

























