Saúde Pública

Prefeitura de Varginha decreta situação de emergência devido aumento de síndromes respiratórias

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Município registra aumento expressivo de casos graves e óbitos em crianças, autorizando contratações urgentes de médicos

A Prefeitura de Varginha publicou, nesta sexta-feira (08/05), o Decreto 12.623, que declara situação de emergência na saúde pública do município, tendo em vista o avanço acelerado das Síndromes Gripais (SG) e Respiratórias Agudas Graves (SRAG). A decisão ocorre após a análise do cenário epidemiológico, que apontou um crescimento acentuado de casos a partir da segunda quinzena de abril de 2026. Com a medida, a administração municipal busca agilizar o atendimento na rede de saúde e reforçar as equipes médicas diante da sobrecarga na Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

Crise respiratória e impacto na rede pediátrica

O decreto municipal fundamenta-se na elevação significativa da demanda por leitos de terapia intensiva e atendimentos hospitalares. Os dados técnicos revelam que a predominância de casos ocorre em crianças menores de nove anos, com registros recentes de óbitos relacionados às síndromes. Atualmente, há uma circulação intensa de vírus respiratórios na cidade, com destaque para o rinovírus, o vírus sincicial respiratório e a influenza.

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Além do fator viral, a prefeitura identificou um déficit de médicos na Atenção Primária à Saúde, o que prejudica a resolutividade dos postos nos bairros. Esse cenário gera um fluxo maior de pacientes para os serviços de urgência, comprometendo a capacidade de resposta do Sistema Único de Saúde (SUS) em âmbito local. O período entre as semanas epidemiológicas 17 e 30 é considerado o mais crítico para a sazonalidade dessas doenças.

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Medidas administrativas

Com a vigência do decreto, a administração municipal fica autorizada a realizar contratações diretas e temporárias de profissionais da saúde para suprir a demanda excepcional. As autoridades também podem requisitar bens e serviços de pessoas físicas ou jurídicas para garantir a proteção da coletividade. Todos os processos administrativos ligados ao enfrentamento desta crise passarão a tramitar em regime de urgência e prioridade nos órgãos municipais.

Ainda conforme o documento, a Secretaria Municipal de Saúde será a responsável por coordenar as ações e expedir normas complementares conforme a necessidade. As contratações realizadas sob este regime devem ser estritamente vinculadas ao combate das síndromes respiratórias, com justificativas de preço e adequação técnica. O decreto de emergência tem validade inicial de 120 dias, podendo ser prorrogado ou revogado de acordo com a evolução do quadro epidemiológico em Varginha.

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Foto: Andre Borges/Agência Brasília

Uma resposta

  1. Pois é Madeira… Tragédia anunciada… lugar de Vacina é no braço e não na “geladeira”… já fazem mais de 30 dias que compareço semanalmente na Central de Vacinas para tomar a Vacina Influenza Trivalente, porém, como não me enquadro no Grupo Prioritário ainda não consegui…
    Ano passado, nessa mesma época, a Prefeitura já tinha liberado a vacinação para o público em geral… Provavelmente MUITAS dessas pessoas que hoje estão internadas talvez não o estivessem se tal medida/programação tivesse se repetido…

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