OAB-MG repudia assassinato de advogada em BH e cobra punição rigorosa

"a advogada criminalista Kamila Cristina Rodrigues dos Santos"

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A Ordem dos Advogados do Brasil em Minas Gerais (OAB-MG) se manifestou com veemência nessa segunda-feira (25) após o assassinato da advogada criminalista Kamila Cristina Rodrigues dos Santos. Bandidos executaram a profissional a tiros na rua onde morava, no bairro Ermelinda, em Belo Horizonte.

A motivação do crime ainda não foi esclarecida. A Polícia Civil já iniciou as investigações e realizou perícia no local.

“Um ataque ao Estado Democrático de Direito”

Em nota oficial, o presidente da OAB/MG, Gustavo Chalfun, lamentou o crime e classificou o assassinato como uma afronta à advocacia brasileira:

“Hoje, a advocacia brasileira amanheceu em luto. A brutal execução da advogada criminalista Kamila Cristina Rodrigues dos Santos, em Belo Horizonte, não é apenas um ataque covarde contra uma profissional, mas uma afronta à nossa classe e ao próprio Estado Democrático de Direito”.

Medidas urgentes para segurança da advocacia

A OAB-MG defendeu a urgência na adoção de medidas concretas para garantir a segurança dos advogados e advogadas em exercício. A instituição voltou a discutir a isonomia no porte de armas com membros do Ministério Público e da Magistratura, e cobrou do Congresso Nacional a aprovação de projetos que classifiquem como hediondos os crimes cometidos contra profissionais da advocacia.

“A advocacia não se intimida. Exigimos punições mais severas e condições reais de proteção para quem defende direitos, garantias e a justiça”, completou a entidade.

A OAB/MG criou uma comissão especial para acompanhar o inquérito policial e garantir que os responsáveis sejam punidos com o rigor da lei.

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Imagens mostram execução

Um vídeo de câmera de segurança registrou o momento do crime. Kamila caminha pela Rua Otaviana Fabri em direção a uma van amarela quando um carro prata se aproxima. Um homem desce do veículo e atira diversas vezes contra a vítima.

A Polícia Militar encontrou cerca de dez cápsulas de munição no local. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais.

Sobre a vítima

Kamila Cristina atuava como advogada desde 2019, com atuação nas áreas de Direito Civil, Família, Trabalhista e Criminal. Ela também cursava Ciências Contábeis.

 

 

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