O Ministério Público de Minas Gerais ofereceu denúncia contra 15 pessoas, diretores e funcionários, da comunidade terapêutica Caminho de Luz, que fica em Machado.
Eles são acusados de cárcere privado, tortura, tráfico de drogas e fornecimento de mercadoria imprópria para o consumo, contra os pacientes da clínica para dependentes químicos.
Entre os denunciados estão um médico, um psicólogo, três enfermeiros, supervisores e coordenadores da comunidade terapêutica. Dos 15 denunciados, cinco estão presos preventivamente. Eles são acusados também de coagir vítimas, após abertura da investigação.
Além da condenação, a Promotoria de Justiça de Machado pede indenização às vítimas por danos morais.
A investigação continua para tentar identificar outras vítimas, ex pacientes da comunidade Caminho de Luz. A operação que descobriu as irregularidades aconteceu no início de junho de 2024, e dias depois a instituição foi interditada.
INVESTIGAÇÃO
Segundo apurado pelo Ministério Público, a entidade se apresentava como clínica para internação e tratamento de dependentes químicos apesar de não ter os requisitos de uma unidade de saúde.
A partir de 2020 houve aumento das ações judiciais de internação compulsória em Machado, e em muitas dessas ações, os autores pediam que o tratamento fosse feito na comunidade Caminho de Luz, apresentando laudo assinado pelo médico da própria entidade.
Diante dos indícios de práticas ilegais, o Ministério Público fez fiscalização, junto com as polícias militar e civil e vigilância sanitária de Machado, e os internos relataram tortura e cárcere privado. Foi constatado que os alimentos servidos eram impróprios, produtos vencidos e cigarros contrabandeados que eram vendidos aos internos.
Durante a operação o responsável pela entidade tentou fugir levando um envelope com 85 mil reais, e quatro funcionários foram presos em flagrante. Os pacientes foram levados para o pronto atendimento, que constatou lesões corporais.
Segundo o Ministério Público, a comunidade Caminho da Luz era uma organização criminosa visando vantagem financeira.
Secretária da Argumento Jornalismo Ltda (BlogdoMadeira e Jornal Folha de Varginha). Estudante de Publicidade & Propaganda.



























