Antônio Borba morre aos 85; cantor nascido em Varginha marcou gerações com voz e repertório

"CANTOR ANTONIO BORBA DE VARGINHA (MG)."

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Cantor nascido em Varginha, Antônio Borba morreu aos 85 anos nesta segunda (29/12). Ele passou pela Jovem Guarda e depois se dedicou ao sertanejo.

Artista iniciou a carreira na Rádio Record, passou pela Jovem Guarda e depois se dedicou ao sertanejo

O cantor e compositor Antônio Borba, nascido em Varginha, morreu nesta segunda-feira (29/12), aos 85 anos, conforme informações repassadas à reportagem. A filha de Antônio Borba, Fabiana, disse ao BlogdoMadeira que o pai faleceu dormindo, em casa. Ele deixa, além de Fabiana, a filha Joyce Thaís, a esposa Maria Cecília Moreno e netos.

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O velório está sendo realizado Luto Paulista, em Jaú. O sepultamento será amanhã (30/12) às 9h. Borba era tio do advogado de Varginha Carlos Cornwall, colaborador e amigo de longa data do BlogdoMadeira.

Com trajetória marcada por voz potente e interpretação romântica, Borba atravessou diferentes fases da música popular brasileira. Ele começou como cantor romântico, ganhou projeção nacional em programas e orquestras da era de ouro do rádio e, na sequência, migrou para a música sertaneja, onde consolidou parte importante de sua discografia.

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Da Rádio Clube de Varginha ao circuito nacional

Ainda jovem, Antônio Borba se apresentou na Rádio Clube de Varginha e, depois, chegou a São Paulo, onde teve oportunidade no Programa César de Alencar, da Rádio Record.

Na mesma fase, trabalhou como crooner e integrou o circuito de grandes orquestras, experiência que moldou sua identidade como intérprete, em um período em que a música dependia de palco, afinação e presença de voz.

Jovem Guarda e gravação pela RCA Victor

Em 1966, Antônio Borba se lançou como cantor ligado à Jovem Guarda, com compacto gravado pela RCA Victor, incluindo as faixas “Sozinho” e “Linda Espanhola”.

A virada para o sertanejo

A partir da década de 1970, ele se dedicou à música sertaneja. O Dicionário Cravo Albin registra, por exemplo, o LP “Antônio Borba” (1978) e o álbum “Caboclo decidido” (1982), com repertório de clássicos e composições próprias, além de parcerias.

Essa transição ajuda a explicar o lugar de Borba na cultura brasileira: ele representa uma geração de artistas que fez a ponte entre a canção romântica do rádio e o sertanejo gravado em LPs, mantendo a assinatura de intérprete “de voz”.

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