O grupo Portfólio Centro-Sul (PCS), dono do Via Café Shopping Center, entrou em recuperação judicial. O pedido foi deferido no dia 21 de agosto pela 1ª Vara Comercial de Belo Horizonte, onde a companhia mantém a sua estrutura administrativa. Além do centro de compras em Varginha, a companhia também administra outros três shoppings em Lajes (SC), Bragança Paulista (SP) e Taubaté (SP), todos inaugurados entre 2012 e 2016.
O pedido de recuperação judicial veio após o Bradesco abrir um processo para assumir a propriedade dos imóveis onde operam os shoppings. A construção dos empreendimentos foi financiada com linhas de crédito do banco, que tem dinheiro a receber do grupo.
Na petição inicial, o PCS diz que, caso o procedimento vá adiante, a empresa poderá ter as atividades paralisadas, resultando no fechamento dos centros de compras e demissão de funcionários, o que inviabilizaria a salvação do negócio.
No pedido, a companhia argumenta que, em função de sucessivas crises econômicas do Brasil, o crescimento dos shoppings ocorreu de forma mais lenta do que o projetado.
“A demanda pelo aluguel das lojas e faturamento dos shoppings não alcançaram as expectativas iniciais, o que gerou um desequilíbrio entre as receitas operacionais versus crescimento do saldo devedor dos financiamentos”, diz a companhia.
Dificuldades financeiras
O grupo lista ainda a Covid-19, sustentando que o setor de shoppings centers foi um dos mais atingidos pela pandemia, com operações interrompidas “de forma abrupta e inesperada”. Em paralelo, a crise sanitária resultou em aumento na inadimplência de lojistas, acrescentou.
“Em razão de particularidades das requerentes, tais como o estágio inicial de maturação dos shoppings, com menor tempo de atividade, e a estrutura de capital adotada (financiamentos), a dificuldade de recuperação se tornou ainda maior”, informa o documento.
Mesmo com a liberação das atividades sem restrições, as vendas ficaram em patamares inferiores ao período pré-pandemia, segundo o PCS. Com isso, houve descompasso entre o resultado dos shoppings e o crescimento do saldo devedor.
De acordo com informações do processo, o valor total das dívidas chega a R$ 650 milhões.

Jornalista profissional (formado em Comunicação Social e Direito), radialista e cerimonialista. Escreve sobre política desde 1993. Fundador do Jornal Folha de Varginha e Blog do Madeira. Servidor municipal. Comendador do Mérito Legislativo de Minas Gerais. Diretor de Comunicação da ACIV (Associação Comercial de Varginha) e vice-presidente da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas de Varginha). Foi membro da Academia Varginhense de Letras. Diretor da Abraço e do Voluntariado Vida Viva. Comentarista político da Rádio Clube de Varginha (99,3 FM). Organizador do livro “Narrativas de Nico Vidal”. Autor do livro “Causos da Política (acontecidos em Varginha)”. Apresenta o Blog ao Vivo e o Podcast Varginha em 1 minuto ou mais. Cozinha pra família nos finais de semana (às vezes fica bom). Cruzeirense.





























Uma resposta
Já era previsto, Varginha é uma Cidade q não se sustenta? Vive de aparencias e não tem potencial. Serra sul já teve problemas mas vai muito bem hj. Pouso Alegre é potência, outro novel.