Um jovem de 26 anos, preso nesta quinta-feira (20/11) em Belo Horizonte após se passar por major do Exército, já tinha um histórico de golpes em Varginha. Ele foi detido na cidade em 2022 por fingir ser médico. A informação foi confirmada pelo advogado da atual vítima, Marcelo Colen, que investigou o passado do suspeito.
Golpe em BH envolveu casamento falso e identidade militar fictícia
Segundo o advogado, o suspeito manteve um relacionamento de dez meses com a vítima, também de 26 anos, e criou uma identidade totalmente falsa. Ele se apresentou como engenheiro formado pelo ITA, funcionário de uma petrolífera estrangeira e, mais tarde, como militar da inteligência do Exército, já promovido a major.
A jovem acreditava estar casada com ele.
O suspeito organizou uma cerimônia com “juiz de paz”, assinatura de documentos e até uma certidão — tudo falso. A suposta união serviu para que ele morasse sem pagar nada no apartamento da família da vítima.
Durante meses, de acordo com Colen, ele aplicou um estelionato afetivo, usando manipulação emocional, histórias inventadas e pedidos de dinheiro para “taxas militares”, “cursos” e preparativos para uma missão da Interpol na Inglaterra.
A farsa começou a ruir durante uma festa de despedida. A mãe do suspeito desmentiu informações fundamentais, como a existência de uma suposta irmã. A partir daí, a família da vítima contratou o advogado, que iniciou uma investigação particular.
Histórico em Varginha: prisão por exercício ilegal da medicina
Essa investigação revelou que o suspeito já havia cometido um golpe semelhante em Varginha, quando foi preso em 28 de junho de 2022 após fingir ser médico em uma empresa de remoção hospitalar.
Na época, a Polícia Militar encontrou com ele:
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duas carteiras de identidade com numerações diferentes
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cartões bancários
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dinheiro
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instrumentos médicos
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blocos de receita de um médico de outra cidade
A farsa durou dois meses, até que funcionários desconfiaram e chamaram a PM. Ele foi levado à Polícia Civil, que iniciou investigação por exercício ilegal da medicina, falsidade ideológica e uso de documento falso.
Segundo o Cremesp, o exercício ilegal da medicina pode gerar pena de seis meses a dois anos de prisão, além de crimes adicionais.
Crimes investigados pela polícia
Com base nos novos fatos, o suspeito pode responder por pelo menos dez crimes, entre eles:
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estelionato afetivo
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estelionato patrimonial
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falsificação de documento público
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uso de documento falso
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falsidade ideológica
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usurpação de função pública
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uso indevido de insígnias militares (crime militar)
As investigações seguem em andamento.

Jornalista profissional (formado em Comunicação Social e Direito), radialista e cerimonialista. Escreve sobre política desde 1993. Fundador do Jornal Folha de Varginha e Blog do Madeira. Servidor municipal. Comendador do Mérito Legislativo de Minas Gerais. Diretor de Comunicação da ACIV (Associação Comercial de Varginha) e vice-presidente da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas de Varginha). Foi membro da Academia Varginhense de Letras. Diretor da Abraço e do Voluntariado Vida Viva. Comentarista político da Rádio Clube de Varginha (99,3 FM). Organizador do livro “Narrativas de Nico Vidal”. Autor do livro “Causos da Política (acontecidos em Varginha)”. Apresenta o Blog ao Vivo e o Podcast Varginha em 1 minuto ou mais. Cozinha pra família nos finais de semana (às vezes fica bom). Cruzeirense.
























