Durante assembleia realizada esta semana, ex-diretores e ex-presidentes da Associação Comercial de Varginha se posicionaram contra a ideia de venda da sede da instituição.
A proposta da atual diretoria era vender a sede e construir um novo imóvel. O presidente da ACIV, Anderson Martins já havia inclusive consultado o prefeito Vérdi Lúcio Melo quanto à doação de um terreno para a obra. Durante a assembleia, disse que a prefeitura sinalizou positivamente.
O valor da obra seria de aproximadamente R$ 900 mil para um imóvel de 300 m².
Para conseguir recursos, a ACIV cogitou em vender o imóvel da sede, orçado em aproximadamente R$ 1,19 milhão.
“A ideia é que no futuro a sede chegue a 600m², mas que comece com 300m²”, informou a diretoria durante a reunião.
O assunto foi colocado em debate.
Os ex-presidentes da ACIV, Michael Bu Karin (2005/2006), Leonardo Ciacci (2004), Wagner de Brito Pio (1990/1993 – 1996/1997) e Aureliano Zanon Alves (2013) e o decano (membro mais antigo da instituição) e 2º diretor tesoureiro, Juarez Foresti, se manifestaram contra a venda do prédio, por sua localização central e principalmente por sua história de quase 100 anos, mas não descaram a possibilidade futura de uma melhora na sede ou aquisição de uma nova área.
O diretor de Patrimônio da ACIV, André Yuki diz que sempre foi a favor da aquisição da nova sede com melhorias, inovações e modernizações.
“Mas o prédio contém uma grande história que não deve ser apagada. Mesmo a ACIV contendo projetos de ampliação, construção de estacionamento, auditório, salas de eventos, entre outros, ela não deve se desfazer da sua sede histórica central”, afirmou.
O blog concorda. Afinal, sair de perto do comércio não seria exatamente o que se espera de uma instituição que defende… o comércio.
A diretora de Marketing e Comunicação Social da ACIV, Elisete Ribeiro concorda que tudo deve ser feito de acordo com o estatuto e a aprovação
dos associados.
“A ACIV é a casa dos associados e o interesse deles tem que prevalecer em qualquer tipo de tomada de decisão”, ressaltou.
Alguns associados, que não quiseram se identificar, informaram que “nestes tempos difíceis sé melhor não mudar nada. Dê mais atenção aos associados e ao comércio do que à nova sede”; “minha opinião é que não é ano para investir, pois não sabemos o que vai dar este governo”; “a nova sede é loucura, tudo muito estranho”.
Ao final, a atual diretoria disse que vai continuar “na mesma casa, e quando pudermos, vamos reformar e ampliar”.





























