Especialistas fazem levantamento sobre o impacto do tarifaço americano na economia do Sul de Minas

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O Geesul – Grupo de Estudos Econômicos do Sul de Minas, fez um estudo sobre os impactos, na economia da região, gerados pelo “tarifaço” do governo norte-americano.

No ano passado, 53 das 155 cidades do Sul de Minas exportaram algum tipo de produtos para os Estados Unidos, somando aproximadamente 1 bilhão 120 milhões de dólares. O café em grão representa 91% do total exportado pelo Sul de Minas para os Estados Unidos.

Entre os municípios que concentram todas as suas exportações nos EUA estão: Cruzília (queijos), Senador José Bento (café) e Delfinópolis (banana). Já o município de Varginha tem em torno de 14,8% de suas exportações direcionados aos EUA.

Segundo os economistas do Geesul, apesar da diversificação de clientes, a perda das exportações para os EUA pode gerar impactos na economia de Guaxupé, Alfenas e Varginha, por conta de valores entre 130 milhões e 410 milhões de dólares. No caso de Varginha, o valor chega a 290 milhões de dólares.

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Em 2025, até o mês de junho, o Sul de Minas já havia enviado para os EUA 70% do valor exportado em todo o ano passado, adiantamento motivado pelo anúncio do tarifaço. No caso de Campestre, por exemplo, o município já exportou quase 400% a mais este ano em comparação com o ano passado. Varginha atingiu quase 82%

Com o anúncio do presidente Trump, diversos compradores dos EUA suspenderam pedidos. No Sul de Minas, além do café, frutas, carnes e pescados também são atingidos.

Segundos os especialistas, para os empresários locais, o caminho mais seguro está na diversificação de clientes, para outros países ou no mercado nacional.

Link do estudo completo: https://geesul.com.br/o-efeito-do-tarifaco-americano-no-sul-de-minas-gerais/

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