Por aqui existia um camarada bem de vida. Ótimo emprego e, acima de tudo bem casado. Levava uma vida tranquila, sem muita preocupação e muito amoroso em casa. Nunca, nem a mulher e vizinhos desconfiariam que aquele marido sempre presente, gostasse de dar umas voltinhas pelos arredores da cidade, pulando cerca.
A mulher jamais acreditaria, se tal fato não acontecesse com ela. O que aconteceu?
Clarosino, sem dúvida nenhuma não levantava suspeitas. Se tivesse algum caso fora do lar, era muito bem escondido. Na casa onde morava, era muito atencioso com a esposa e com os filhos, em tempo quase que integral quando não estava no serviço.
O que a mulher não imaginava, era que o marido atravessava a cidade para se encontrar com uma ruivinha de vinte anos. Ela tinha olhos azuis assemelhavam-se a safiras. Cabelos cor de fogo em brasa, pernas bem torneadas, com lábios tentadores e, fogosa como poucas.
As qualidades da esposa jamais se assemelhavam as da ruivinha. Não que fosse feia, era uma bela morena. Ao que parecia ele era apaixonado por sua mulher, a diferença: o fogo da outra, coisa que Clarosino delirava quando estava junto daquela fogueira incandescente.
O tempo foi passando. A cada encontro, o homem ficava mais impressionado com a ruiva fogosa que fazia com que ele tremesse dos pés ao último fio de cabelo.
Até que um dia tudo acabou. Na vida da ruivinha apareceu um garotão, musculoso, cheio de vida e bonitão. Ela tinha que por um fim naquele namoro escondido que acontecia por alguns meses.
Passou a inventar mil e umas mentiras, para evitar a aproximação daquele homem que se tornara indesejável. O que ela estava fazendo, Clarosino não imaginava, e muito menos acreditava no que estava acontecendo. Jamais imaginava que aquele romance fosse terminar.
No Dia dos Namorados, Clarosino não perdeu tempo, mandou um belo buquê de flores amarelas para sua amante anônima. O que ele não esperava, era que ela devolvesse as flores. Não para ele, e sim pra sua casa. Chegou para sua esposa sem que ele soubesse.
No bilhete com palavras românticas, juntamente com o buquê, foi mandado para a esposa por intermédio da ruivinha. No mesmo bilhete, outra mensagem: “Seu marido deve ter enviado para o endereço errado, por isso estou devolvendo”.
Clarosino chegando em casa, viu o buquê de flores em cima da mesa. Seus olhos pareciam do tamanho de um pires e o suor escorrendo do rosto em verdadeira cachoeira, quando sua mulher ficou cara a cara com ele.
Clarosino perdeu primeiro a ruivinha, depois a mulher!!!
JB Tatu é radialista dinossauro, locutor de futebol e analista de jogo do bicho.

Jornalista profissional (formado em Comunicação Social e Direito), radialista e cerimonialista. Escreve sobre política desde 1993. Fundador do Jornal Folha de Varginha e Blog do Madeira. Servidor municipal. Comendador do Mérito Legislativo de Minas Gerais. Diretor de Comunicação da ACIV (Associação Comercial de Varginha) e vice-presidente da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas de Varginha). Foi membro da Academia Varginhense de Letras. Diretor da Abraço e do Voluntariado Vida Viva. Comentarista político da Rádio Clube de Varginha (99,3 FM). Organizador do livro “Narrativas de Nico Vidal”. Autor do livro “Causos da Política (acontecidos em Varginha)”. Apresenta o Blog ao Vivo e o Podcast Varginha em 1 minuto ou mais. Cozinha pra família nos finais de semana (às vezes fica bom). Cruzeirense.



























